Lições da Batalha em AI

A Bíblia registra, no capítulo 07 do livro de Josué, a história da batalha protagonizada por Israel na pequena cidade de AI, onde aprendemos lições que poderão evitar alguns erros na forma em que vemos as coisas e tomamos nossas decisões. Josué vinha de momentos de sucesso, vitórias, conquistas, de afirmação e de reconhecimento de sua liderança. A prevaricação de alguns companheiros de Josué e seu excesso de confiança nesses homens lhe trouxeram consequências para aquela trajetória de afirmação e conquistas.

A primeira lição que aprendemos nessa história é que devemos levar muito a sério e com responsabilidade os princípios de fé que acreditamos, pois, quando nossos interesses pessoais se sobrepõem a esses princípios corremos o risco de perder toda a credibilidade e ficar sem a proteção de Deus e sujeitos a sua ira.

A segunda lição é que nunca devemos tomar uma decisão com base numa primeira informação, isso pode nos levar a cometer erros pela falta de avaliação, planejamento e controle.

A terceira lição é que devemos valorizar todas as coisas! O erro de Josué ao tomar a decisão segundo a informação de seus companheiros que desprezaram AI em razão do tamanho, e avaliaram aquele exército pela sua aparente fragilidade, levou Israel à derrota.

A quarta lição é que às vezes somos testados em nossas fraquezas e que devemos guardar a fé em todas as circunstâncias. Josué quando viu seus exércitos derrotados para um frágil exército, onde seus objetivos corriam o risco de serem interrompidos, porém, a decisão de recorrer à prática da oração foi o recurso mais adequado. Deus foi o refúgio para consolá-lo e através da fé buscar novamente as diretrizes certas para caminhada vitoriosa.

Finalmente a quinta e última lição é que devemos ter disposição para recomeçar, aquilo que parece ser o fim é apenas o começo de grandes novas conquistas. Josué ao levar Israel para reflexão e reconhecer os seus erros e pecados, corrigi-los e reafirmar compromissos motivou o povo para grandes vitórias, inclusive sobre AI.

Deus te abençoe!

Os princípios que acreditamos e defendemos vão impactar no nosso legado

A sociedade exige um posicionamento fiel dos partidos políticos e seus agentes quanto às suas causas, seus princípios, seus programas e seus legados. Transcrevo aqui a análise do economista Gary North relacionada ao pensamento de Ludwig Von Mises.

ludwig-von-mises

“Um indivíduo que sistematicamente discipline sua vida em torno do objetivo de aprimorar as vidas daqueles que o rodeiam irá deixar um legado.  Este legado pode ser positivo ou negativo.  Existem aqueles que estão apenas em busca de poder e que, por isso, irão tentar influenciar a vida de outras pessoas por meio do engano e da adulação.  Seu objetivo é mudar corações, mentes e o comportamento daqueles que o cercam.  Seu legado tende a ser negativo.

Mas há também aqueles que se esforçam ao máximo para transformar as vidas de terceiros de uma forma positiva.  Eles invariavelmente seguem um estilo de vida específico, o qual governa suas ideias e seu comportamento.  Eles sistematicamente tentam estruturar suas próprias vidas de tal maneira que eles próprios se tornam demonstrações empíricas da própria visão de mundo que defendem.

Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de sua vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a maioria das pessoas não quer mudar sua opinião em relação a nada.  Mudar uma única opinião significa que o indivíduo tem de mudar suas opiniões a respeito de vários tópicos.  Aquela velha regra é válida: “Você não pode mudar apenas uma coisa”.  Portanto, há um alto custo ao se repensar aquelas opiniões que você mais aprecia e valoriza.  Pessoas tendem a evitar empreitadas que envolvam altos custos.

Quando alguém é confrontado com uma nova opinião, se esta opinião está relacionada a como as pessoas devem agir, uma das primeiras autodefesas que o ouvinte irá levantar é esta: ‘A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?’  Se é algo óbvio para o ouvinte que esta pessoa não faz o que diz defender, então fica claro que o próprio defensor da ideia não leva a sério a verdade e a efetividade daquilo que ele diz defender.  Isto dá ao ouvinte uma maneira fácil de escapar da conversa.  A ideia defendida não vingará.” Ludwig von Mises