Teles terão mais uma anistia do Governo – Redução de R$ 7 bi em impostos

Que tipo de chantagem esta acontecendo? Por que é tão difícil fazer qualquer acordo com as operadoras de celular?

Por que o governo não exita em dar as operadoras mais benefícios?

Por que, pelo menos uma vez, não beneficia o consumidor brasileiro?

Com a CPI das Teles será possível investigar, mas o governo não está permitindo a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito que irá investigar as operadoras de celular!

 

Teles terão desoneração de R$ 7 bilhões para investir em infraestrutura

 
O governo brasileiro está abrindo mão de R$ 7 bilhões em tributos federais nos próximos quatro anos, desde que as teles não diminuam seu nível de investimento no país, comprometendo a qualidade do serviço.
Para isso, o Ministério das Comunicações está prestes a concluir a regulamentação da lei que instituiu o pacote de isenções, em setembro.
Nos últimos anos, operadoras fixas e móveis têm investido, em média, 10% de sua receita bruta na ampliação e na manutenção das redes.
A Folha apurou com o governo e com as operadoras que a previsão era de uma queda para algo entre 6% e 7% da receita neste ano.
Isso porque as maiores operadoras –particularmente a Vivo e a TIM– têm de melhorar a rentabilidade para enviar mais divisas às matrizes, que enfrentam o agravamento da crise na Europa.
A Vivo é controlada pela espanhola Telefónica, e a TIM, pela Telecom Italia.
A Oi tem como um dos sócios controladores a Portugal Telecom, que também enfrenta problemas decorrentes da crise.
O pacote de isenções inclui PIS, Cofins e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para equipamentos e serviços destinados à construção de redes de fibra óptica (banda larga).
Os smartphones também foram contemplados e passam a usufruir de benefícios. Antes só a indústria de computadores tinha incentivos.
Em troca da desoneração, o governo espera que as teles antecipem investimentos que seriam feitos após 2016.
Cálculos do Ministério das Comunicações indicam que, somente nas redes de fibra óptica, as teles poderiam antecipar R$ 18 bilhões.
Em 2011, fixas e móveis desembolsaram R$ 21 bilhões na manutenção de expansão de suas redes. No primeiro semestre deste ano, foram R$ 10 bilhões, segundo o Sinditelebrasil, associação que representa o setor.
A estimativa inicial do setor era fechar 2012 com R$ 26 bilhões em investimentos, o que seria um recorde caso fosse concretizado.
O governo acha pouco, especialmente porque tem como referência os investimentos feitos em redes de comunicação pelas estatais. Também considera as reclamações por falta de qualidade dos consumidores.
Para manter seu plano de expansão da internet no país e evitar um cenário pior, o governo acelerou o pacote.
“Apesar da situação lá fora, as medidas tentam obrigar as teles a investir mais aqui”, afirma José Gontijo, diretor do departamento de indústria, ciência e tecnologia da secretaria de telecomunicações do Ministério das Comunicações.

 

CAPITAL ESTRESSADO
A Folha apurou que, embora algumas operadoras já planejem antecipar os recursos, o investimento será menor que os R$ 18 bilhões esperados pelo governo.
As teles dizem que a situação é dramática. Reclamam da iniciativa do governo de implantar o 4G, que consumiu quase R$ 3 bilhões na aquisição de licenças e outros R$ 4 bilhões nos primeiros dois anos. Isso sem terem ainda amortizado o 3G.
Um dos diretores disse que “capital intensivo tem limite” e não dá para ser “estressado” o tempo todo.
As teles também reclamam da queda de rentabilidade e das exigências crescentes de investimento devido ao aumento do tráfego de dados.
Elas dizem ainda que existe tratamento diferenciado dado ao Google, à Apple e à Netflix. Esses provedores de conteúdo exigem cada vez mais das redes, faturam fortunas e não remuneram as teles adequadamente. Esse modelo de subsídio precisa ser revisto, caso contrário, as teles podem ir à falência.
“O custo do capital já é inferior ao retorno”, disse Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez Telecom, uma das controladoras da Oi. “Nesse ritmo, não teremos mais como investir em cinco anos.”

 

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

#Celular: O campeão de reclamações no Procon é o quarto mercado que mais lucra no Brasil

Brasil é o quarto maior mercado de telecomunicações

O Brasil tem quase 260 milhões de linhas celulares. O país é o quarto maior mercado de telecomunicações do mundo, mas o serviço de telefonia móvel são os maiores alvos de reclamação dos consumidores.
Insatisfeita com a sua operadora de celular Michelle Fugimoto – analista de vendas, resolveu contratar uma nova empresa, mas algumas contas da antiga empresa, inclusive de produtos que ela não contratou, passaram a ser cobrados mesmo após a portabilidade. Quase 4 meses depois o problema continua “eu passei na operadora, na loja, e o atendente disse que eu deveria procurar o Procon por que eles não poderiam me ajudar” afirma a cliente.
No primeiro semestre deste ano as operadoras ocuparam o quarto lugar no ranking de reclamações do Procon de São Paulo, o maior do país, o numero de queixas cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
A consumidora Aline Andrade – estudante, enfatiza: “já chegue a ficar quase um mês pra resolver problema com telefonia, pra trocar numero e recuperar”. Diego Santana – analista contábil – argumenta que “o maior problema de todos é a demora no atendimento e a queda de linhas”.
Mesmo com tantas falhas, o faturamento da telefonia do Brasil é um dos maiores do mundo. O país é o quarto mercado mundial, segundo um relatório recente da União Internacional das Telecomunicações (UIT). O levantamento mostra que a receita das empresas em 2009 passou de 78 milhões de dólares o que corresponde a quase 160 milhões de reais hoje.
As falhas no serviço fizeram a Anatel (Agência Nacional de Comunicações) suspender por um , em julho, a venda de chips de três operadoras. A Anatel deu prazo até novembro para as empresas melhorarem o atendimento às queixas dos clientes.
O Procon (SP) aconselha os consumidores a reclamar com as operadoras pelo telefone, utilizando o serviço de atendimento ao consumidor. É importante também registrar o numero do protocolo e em caso de problema não resolvido solicitar a cópia da gravação do atendimento. O Procon (SP) diz que é necessário que haja uma pressão pública e dos órgãos de defesa do consumidor para que as empresas de telefonia adotem um política de melhor atendimento aos consumidores.

fonte:

Telefônicas terão que entregar 20% e não apenas 10% da banda larga que o cliente paga

Pelos menos 20%!
Com essa afirmação parece que um favor ao consumidor está sendo feito! Isso é uma vergonha, roubalheira descarada. 20% do serviço é o que temos direito? E o resto?

O Consumidor tem o direito de pelo menos ser informado do que está comprando!

 

 

Empresas de telefonia terão que entregar 20% da velocidade contratada

A partir de novembro, as teles deverão entregar, pelo menos, 20% da velocidade contratada em 95% das vezes que o cliente acessar a internet. A média praticada é de 10%.
Por mês, a média deverá ser de 60%. As empresas deverão ter em seus sites medidores da qualidade de conexão.
Claro e Oi já possuem consulta do consumo das franquias de dados no site. A Vivo informa por SMS. A Tim não possui o serviço, segundo o Idec.

fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Prestadoras de telecomunicações são as empresas que mais aborrecem seus clientes no Brasil

Pouco foi feito para diminuir o número de reclamações. A Claro, por exemplo, não apresentou plano ao Procon quando ficou proibida de habilitar novas linhas

 Apesar de movimentar mais de R$ 160 bi, empresas de celular são  campeãs em insatisfação de clientes. Está muito claro que o serviço é ruim e os preços são absurdos, não há mais como esconder, está mais do que na hora de uma decisão ser tomada, a farra das operadoras não pode continuar!

 

Dia 21 de novembro será o dia do protesto!

Desligue seu celular por 1 hora em sinal de sua indignação!

 

Neste dia estarei entregando denúncia ao Ministério Público Federal solicitando investigação quanto a determinadas práticas das operadoras de telefone contra o usuário.

  

 

Operadoras de celular são 40% das dez empresas mais reclamadas no Brasil

No quarto país onde mais faturam, empresas mantêm liderança nos últimos 60 dias

 

Prestadoras de telecomunicações são 40% das dez empresas que mais aborrecem seus clientes no Brasil em 2012, segundo levantamento da Fundação Procon-SP nesta quinta-feira (18). Apesar de o setor movimentar mais de R$ 160 bilhões no País, a qualidade dos serviços é alvo de queixas do consumidor há mais de 60 dias, mesmo com punições da agência que regula o mercado.

Segundo o estudo anual divulgado nesta semana pela UIT(União Internacional de Telecomunicações) sobre o acesso à internet e situação da telefonia móvel no mundo, o Brasil assumiu a quarta posição no ranking das operadoras de telefonia que mais faturam no segmento, atrás somente dos EUA, Japão e China.

Apesar do mercado amplo favorecer a melhora da qualidade por meio da concorrência, as operadoras Vivo/Telefonica, Claro, TIM e Oi ocupam o segundo, o terceiro, o sexto e o décimo lugar, respectivamente, na lista das empresas reclamadas no Procon.

A operadora de telefonia Vivo/Telefonica é responsável, segundo o levantamento, por 6.364 reclamações. Os serviços de celular e internet da Claro geraram 4.966 relatos de problemas, levando a empresa à terceira colocação. Enquanto que a empresa de telefonia TIM acumulou 2.207 reclamações, e, dentro dos últimos 60 dias, a operadora Oi superou a TV por assinatura Sky, e assumiu o 10º lugar do ranking com 1.883 registros de insatisfação.

Desde que a agência que regula o mercado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), decidiu suspender a venda de planos pré e pós-pago da TIM, da Oi e da Claro em julho, o governo intensificou as exigências referentes ao padrão de qualidade da cobertura. Como consequência, essas empresas tiveram que apresentar novos planos de investimento com caráter emergencial.

No entanto, pouco foi feito para diminuir o número de reclamações. A Claro, por exemplo, não apresentou nenhum plano ao Procon logo após os 11 dias em que ficou proibida de habilitar novas linhas de telefonia móvel em alguns Estados brasileiros. No primeiro semestre, a empresa foi líder de reclamações no Procon.

Mesmo com a urgência em investimentos para melhora da qualidade da cobertura no setor de telefonia móvel nacional, Anatel autorizou as operadoras a habilitar novas linhas desde o dia 3 de agosto, para ajudar nas vendas do Dia dos Pais, um dos períodos mais lucrativos do ano para o setor, ao lado de Dia das Mães e Natal.

 

fonte: R7

Setor de telefonia cresce junto com desrespeito com o consumidor

A falta de respeito com o consumidor passou dos limites. Está claro que o celular se transformou em uma necessidade básica, e os brasileiros compram mais de um aparelho, mais de uma linha, para poder se comunicar. O consumo do produto cresce a cada mês  as estatísticas estão claras. Enquanto isso o serviço não mellhora e as tarifas só aumentam.

CPI da telefonia já!

A CPI pretende investigar por que as empresas de telefonia móvel cobram altas tarifas e prestam serviço ruins e por quê a agência reguladora não cobra o cumprimento das leis por parte destas empresas.
Cabe ao presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia instalar ou não esta Comissão Parlamentar de Inquérito. Maia tem se manifestado a favor da CPI, se até dia 21 de novembro não for tomada uma decisão sobre a instalação da CPI da telefonia móvel, irei convocar uma coletiva de imprensa e anunciar que farei uma denúncia ao MPF (Ministério Público Federal) e ao TCU (Tribunal de Contas da União). Dados desta denúncia serão anunciados no dia 21, no momento em que a campanha DESLIGUE SEU CELULAR estará acontecendo.
A proposta é que todos os brasileiros desliguem seus celulares das 12 horas às 13 horasem sinal de protesto pela falta de respeito aos consumidores da telefonia móvel.

 

Telefonia móvel cresce 0,37% em setembro no Brasil

 

A telefonia móvel chegou a 258,86 milhões de linhas em setembro, registrando a entrada de 959,86 mil novas linhas no mês, alta de 0,37% na base de assinantes em relação a agosto, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
No mês anterior, o crescimento havia sido de 0,58% na comparação com julho, chegando a 257,9 milhões de habilitações .
Os terminais 3G continuaram registrando avanço acima do desempenho do setor, encerrando setembro em 57,28 milhões de acessos, alta de 2% sobre o mês anterior.
Segundo a agência, havia em setembro 210,17 milhões de acessos pré-pagos, correspondentes a 81,19% do total, e 48,69 milhões de acessos pós-pagos.
A Vivo, líder do setor, teve participação de mercado de 29,67 por cento, levemente acima dos 29,66% do mês anterior. A TIM encerrou o mês com 26,81%, abaixo dos 26,91 por cento de agosto.
A Claro manteve-se estável, com 24,51% de participação de mercado, enquanto a Oi encerrou o mês com participação de 18,7%, ante 18,6% em agosto.
A chamada teledensidade, que mede a penetração das linhas móveis no país, foi de 131,56 acessos por 100 habitantes.
fonte:  TERRA

Não bastasse tarifas altas e falta de sinal, aparelhos de celular lideram reclamações em Procons @folha_com

Como se não bastasse sinal ruim e tarifas absurdas, os aparelhos têm problemas de fabricação. Esta é a grande demanda de mercado do Brasil?
Só falta agora a agência reguladora dizer que o motivo do sistema de telefonia estar essa bagunça são os aparelhos de celular.
Definitivamente, celular para os brasileiros não significa portabilidade, facilidade, acesso, comodidade. Significa: um grande problema.

Aparelho celular é o item mais reclamado nos Procons

DE BRASÍLIA

Problemas com o aparelho celular são o tema mais recorrente de reclamações de brasileiros a órgãos públicos de defesa do consumidor no ano passado.

As constatações fazem parte de levantamento divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça. O relatório tem como base um total de 153.094 reclamações –contra 19 mil fornecedores– feitas a Procons estaduais e municipais cadastrados em sistema nacional.

Ao todo, 170 Procons de 24 estados e do Distrito Federal abasteceram o sistema com informações referentes a 2011.

Ao todo, pouco mais da metade (52%) das reclamações se referem a produtos –e entre eles, o aparelho celular lidera a lista (14,1%), seguida por produtos de informática (6,8%) e eletrodomésticos da linha branca (6,8%).

Além de produtos, as áreas de assuntos financeiros (22,1%) e serviços essenciais (15%) são as áreas mais reclamadas.

Segundo ranking da Secretaria Nacional do Consumidor, empresas dos setores de telefonia, varejo, bancos e fabricantes de eletrodomésticos lideram o ranking de fornecedores mais reclamados.

Fonte: Folha de São Paulo

#Operadoras dificultam informações sobre tarifas da #telefonia móvel

Segundo relatório da Anatel, o país fechou o mês de julho com 256,41 milhões de linhas de telefones móveis e vem liderado pela empresa Vivo, que possui o maior número de linhas. O mercado de telefonia está cartelizado, e não é a quantidade de linhas telefônicas utilizadas que irá fazer com que as taxas e tarifas cobradas pelo uso do telefone diminuam.

Segundo o site Bahia Negócios “o País já está com a teledensidade de 130,49 acessos por 100 habitantes o que representou um crescimento de 0,11% em relação a junho de 2012”.

Nesta pesquisa constante que venho fazendo sobre as tarifas telefônicas, encontrei um site que faz conexão entre brasileiros que vivem na Irlanda. Clique aqui e conheça o blog  A discussão sobre telefonia entre eles é qual o menor custo de em ligações para o Brasil.

Na Irlanda, o minuto em ligações internacionais (Irlanda – Brasil) custa de 0, 14 centavos a 1,00 de euro dependendo da operadora, veja no quadro:

1 Euro é igual a R$2,49, então, uma ligação da Irlanda para o Brasil pode custar aproximadamente 0,35 centavos de real.

Na curiosidade de responder a pesquisa dos brasileiros que moram na Irlanda realizei uma simples pesquisa que, para minha surpresa durou 1h e 33min.

Iniciei ligando para a operadora VIVO, para o numero 1058, depois de 7 minutos de espera passando por um longo MENU o atendente Wendel me informou que a Vivo não dispõe desta informação. Que não é possível informar o valor do minuto de uma ligação feita de um celular da operadora VIVO para um celular na Irlanda, independente se eu fornecesse ou não o nome da operadora a qual eu gostaria de contatar. Para constar, anotei o numero do protocolo de atendimento: 20121092645877.

A segunda operadora contatada, ou melhor, que tentei contatar foi a CLARO. O número discado foi o 1052. Após 26 minutos aguardando na linha, desisti e desliguei o telefone.

A terceira operadora foi a OI que informou que somente celulares pós pago podem fazer ligações internacionais. Após 10 minutos em uma ligação extremamente conturbada, um atendente chamado Alisson, extremamente mal educado, encerrou a ligação sem que eu tivesse esclarecido minhas duvidas. Retornei  a ligação e fui atendido pela Letícia, que levou 12 minutos para dizer que não tem acesso a esta informação. Que somente procurando uma loja da OI eu teria acesso a estes dados. Para constar o protocolo OI é: 201200137489414.

E por fim: a operadora “sem fronteiras” TIM, telefone 1056, em 7 minutos, através da atendente Ketlin me deu a seguinte informação: Ligações de celular pré pago para qualquer celular no exterior custa R$ 4,49 por minuto e mensagem SMS custa R$1,49. Em celular pós pago a ligação custa U$ 2,90 por minuto e U$ 0,89 por SMS. Valor que equivale em reais a 6,29 por minuto de ligação e R$1,93 por SMS. Protocolo: 2012212207864.

Então queridos brasileiros que moram na Irlanda, melhor vocês ligar para o Brasil e não esperem retorno dos brasileiros, considerem que não é a amizade que vai mal, é o valor da tarifa que está intragável.

Em um país com 256,41 milhões de linhas de celular, qual será a lucratividade das operadoras deste serviço, que oferece tão pouco retorno para os usuários? Fiquei imaginando como será com os estrangeiros que virão pra o Brasil durante a copa do mundo. Se precisarem usar um telefone móvel do Brasil serão altamente tarifados.

Nem mesmo a Anatel escapa das cobranças indevidas das operadoras de telefone

As operadoras de telefonia ferem o código de defesa do consumidor e a lei geral das telecomunicações e mesmo assim não recebem punição alguma. Lá fora no exterior, as pessoas já não conseguem compreender como que os brasileiros aceitam pagar tantas tarifas abusivas e em todos os setores. Viramos motivo de piada!
Cobranças indevidas e abusivas e o não cumprimento de contrato são comuns, e golpeiam o artigo 39 do código de defesa do consumidor, que trata de práticas abusivas.

Disquei P para pilhar – Nem a Anatel escapa das cobranças indevidas na conta do telefone. Só que, ao contrário de você, a agência reguladora tem Ricarlos – o funcionário que flagra os malfeitos das operadoras.O técnico em eletrônica Ricarlos de Moraes é o herói desconhecido dos 100 milhões de brasileiros que usam telefone. Há sete anos, desde que virou funcionário da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ricarlos se dedica, tal qual um Quixote 2.0, a desfazer os agravos cometidos pelas empresas de telefonia brasileiras. Seu Rocinante é um simples computador de mesa; sua Dulcineia, os cofres públicos. Seu chuço não é um iPhone. É um programa de computador criado por ele assim que entrou na Anatel, por um concurso de nível médio, quando tinha 27 anos. Chama-se ADT, ou Atesto de Despesas Telefônicas. Com o tal ADT, Ricarlos, trabalhando numa salinha no subsolo da Anatel, em Brasília, consegue verificar se as empresas de telefonia que têm contratos com a agência cobram corretamente pelos serviços que prestam. Claro que elas cobram (bem) mais do que deveriam – até da instituição responsável por fiscalizá-las. Quando Ricarlos flagra os malfeitos das telefônicas com a Anatel, não tem essa de “0800”, de “aguarde na linha, por favor, que vamos estar resolvendo seu problema”. Ricarlos fala grosso, a Anatel glosa as faturas irregulares – e as empresas telefônicas aceitam a decisão sem abrir chamado nem dar número de protocolo. Ricarlos, infelizmente, trabalha em dedicação exclusiva à Anatel. Você não pode contratá-lo.
Ricarlos recebe, mensalmente, R$ 7.600, salário modesto se comparado ao dos principais engravatados da Anatel. Foi do próprio Ricarlos que partiu a iniciativa de criar o ADT, em 2005. Ele queria criar um sistema capaz de fiscalizar as ligações telefônicas originadas da Anatel e dos celulares em posse de servidores. O objetivo era identificar quais chamadas eram a serviço e quais eram particulares, de modo a reduzir os custos da Anatel com telefone e a cobrar dos funcionários gaiatos que usavam a agência como orelhão para falar com tias e namoradas. Um segundo objetivo tornou-se inevitável: comparar as informações obtidas por meio de sua invenção com as faturas entregues pelas operadoras telefônicas, aquelas contratadas pela Anatel para oferecer os serviços de telefonia fixa e celular. Ricarlos precisou de pouco tempo para confirmar que Claro, Oi e Embratel tungavam  sistematicamente a agência. (A Embratel não tem mais contrato com a Anatel.)
As irregularidades identificadas por Ricarlos são idênticas às encontradas por muitos brasileiros em suas faturas mensais. Ricarlos descobriu três tipos de cobranças indevidas: cobranças que somavam mais do que o preço combinado, cobranças por serviços que nunca existiram e cobranças por serviços não previstos em contrato. Sempre a mais, nunca a menos. Parece familiar? Entre julho de 2010 e junho de 2011, o programa de Ricarlos detectou cobranças indevidas à Anatel no valor de R$ 211 mil – dentro de faturas que alcançaram R$ 771 mil. Juntas, portanto, as operadoras apresentaram valores 27% mais altos do que deveriam nesse intervalo de tempo. Exemplo: em janeiro de 2011, a Claro cobrou R$ 14.229,65 da Anatel pela conta dos celulares, quando deveria ter cobrado apenas R$ 7.479,13. O que mais contribuiu para a diferença foi a assinatura básica. A Claro apresentou fatura de R$ 2.261,88 para esse item. O valor aferido pelo ADT, contudo, foi de R$ 1.552,08. O segundo fator mais importante para a diferença foi o adicional por deslocamento. O valor correto, checado pelo ADT, seria de R$ 289,32. A quantia cobrada pela Claro foi de R$ 572,24. Com base nas informações do ADT, a Anatel pôde glosar quase metade do valor dessa conta. E deixou de pagar os valores indevidos cobrados a mais pela Claro. Em nota a ÉPOCA, a Claro afirmou que a relação da empresa com a Anatel é satisfatória, “tanto que o contrato foi renovado quatro vezes consecutivas”. A Oi afirmou que corrige os valores das contas quando o cliente tem razão. A Embratel informou que não comenta contratos de clientes. Nenhuma empresa respondeu, portanto, sobre os valores cobrados a mais da Anatel.O grau de confiabilidade do sistema ADT é tamanho que a Anatel passou a usá-lo para justificar o bloqueio de qualquer valor diferente do obtido pelo sistema. Ricarlos e outros nove colegas da Anatel até ganharam um prêmio da agência, que qualificou a invenção de “revolucionária”. Estranho, portanto, que a Anatel seja incapaz de lançar mão dessa ferramenta para punir as operadoras que a lesaram. Ao contrário. Mesmo tungando a Anatel, seus contratos foram prorrogados com a agência reguladora – prova de que a leniência da Anatel com as empresas fiscalizadas começa em casa. Segundo funcionários da Anatel, o sistema ADT poderia ser usado em larga escala, de forma que o consumidor não precisasse de um Ricarlos. Por que a Anatel não faz isso? E por que não pune as empresas que a tungaram?
ÉPOCA tentou por dez dias obter respostas a essas perguntas. É mais fácil, porém, conseguir sinal de celular num elevador que arrancar explicações da Anatel. Há duas semanas, a reportagem pediu explicações por e-mail. Depois cobrou por telefone. Pediu de novo na segunda-feira. Pediu na terça-feira. Pediu na quarta-feira da semana passada. Na quinta-feira, ÉPOCA foi à sede da Anatel em busca de respostas. Não passou da portaria. Não abriram nenhum chamado – e nem deram número de protocolo. Que falta faz um Ricarlos.
Fonte: EXAME

#Telefonia: Crise pode mudar cenário no Brasil

O cerco está se fechando para as operadoras de telefonia móvel. Depois de 15 anos de exploração dos serviço, desde a privatização do setor em 1997, agora as exigências por melhores serviços e preços menos abusivos estão começando a dar resultados. A Anatel, pela primeira vez, está se posicionando a favor do consumidor e isso deverá mudar a história da telefonia no Brasil. O acesso fácil a comunicação é direito de todo cidadão e no Brasil são 250 milhões de celulares, e a menor taxa de utilização do serviço do mundo.
As tarifas de interconexão, que são tarifas altíssimas, deveriam ser utilizadas para investimentos em infraestrutura, este acordo foi firmado durante a privatização. O consumidor pagaria mais nesta tarifa de interconexão e em troca as empresas fariam investimentos em melhorias. Conforme o acordo, estas taxas deveriam ser revistas em 2002, mas isso não aconteceu, e até hoje pagamos altas tarifas enquanto as melhorias não foram realizadas.
Estamos vivenciando um marco nesta relação entre as empresas de telefonia e o consumidor. Para as empresas de telefonia sempre foi muito confortável arrecadar muito e oferecer pouco. As tarifas de interconexão são taxas cobradas irregularmente e chegam a metade do faturamento bruto destas empresas.

Amadurecimento do mercado muda cenário para telefonia móvel

O aperto da fiscalização por reguladores e o avanço da maturação do mercado de telefonia móvel estão forçando um novo cenário de negócios em telefonia móvel, voltado mais para a qualidade dos serviços do que à adição de novas linhas à base.

Desde que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu as vendas de três operadoras nacionais em diversos Estados em julho, tem crescido o escrutínio no setor, em meio a maiores exigências de qualidade, ameaças de novas suspensões e até pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

E isso deve ajudar a mudar a maneira como as operadoras direcionam seus esforços e investimentos em um mercado de mais de 250 milhões celulares, que começa a mostrar uma tendência de desaceleração no crescimento da base.”O que se viu foi que o esforço comercial foi muito além do que a engenharia estava preparada”, afirmou Vinicius Vargas, sócio do escritório de advocacia Barros Pimentel, responsável pela área de telecomunicações e tecnologia.

“Agora, o jogo muda e ao invés de buscar novos clientes você tem que preservar os que tem”, afirmou Jacqueline Lison, analista do Banco Fator. “Com isso, fica muito mais importante fidelizar e qualificar sua base de clientes”.

O forte crescimento na venda de novas linhas móveis tem perdido força nos últimos meses, à medida que o mercado chega a uma proporção de mais de uma linha móvel por pessoa. Apesar de esse já ser um movimento esperado pelas empresas, que têm buscado oferecer cada vez mais serviços de valor agregado, como dados e mensagens, o recente aperto da severidade do governo vai ajudar a acelerar essa mudança de jogo.

Assim, o setor se prepara para dar mais atenção não apenas à parte comercial do negócio, como também à melhoria da rede, no atendimento aos usuários e em menos interrupções de chamadas.

“Isso tira (as operadoras) da zona de conforto, os investimentos que eram feitos dentro do necessário para dar resultados, agora devem focar mais em qualidade”, disse Karina Freitas, analista da Concórdia Corretora.

Outro ponto importante para as empresas será a recuperação ou fortalecimento da marca própria, para estabelecer um vínculo com a melhora de qualidade decorrente de novos investimentos.

“Dada uma competição acirrada e mais ou menos o mesmo nível de preço… deve haver tendência à escolha de operadoras que têm menos queda de chamada e maior percepção de qualidade associada à marca”, afirmou a analista da BES Securities Jéssica Antunes.

Nesta semana, por exemplo, em audiência pública no Senado, o diretor de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, afirmou que a operadora levará “muito tempo” para recuperar sua imagem após as recentes notícias negativas sobre a subsidiária da Telecom Italia.

Além de ter tido suas vendas suspensas pela Anatel em 19 unidades federativas, nesta semana vazou um relatório da agência de que a TIM supostamente estaria derrubando chamadas telefônicas de propósito para forçar novas chamadas.

A Claro, do grupo América Móvil, e a Oi também tiveram as vendas suspensas em alguns Estados, embora em escala bastante menor, enquanto a Vivo, que não sofreu bloqueios, também foi requisitada a apresentar um plano de qualidade.

Regulador ativo
Advogados não enxergam risco de mudança de regras no setor, mas a postura mais rigorosa da Anatel preocupa, pois há sempre a possibilidade de uma nova suspensão das vendas.

“Não vejo risco regulatório, tudo o que foi feito pela Anatel está dentro da lei da regulamentação das teles”, disse Guilherme Ieno, sócio do escritório Koury Lopes Advogados. “O que se espera é que a agência não atue tanto só para apagar incêndio. Acho que ela deve buscar soluções antes de chegar a resoluções drásticas”, ressaltou.

Já Vargas, do escritório Barros Pimentel, alertou que, apesar de a agência ter atuado dentro de suas atribuições, tem sido vista maior atividade fiscalizatória, o que deve continuar a fim de garantir o cumprimento dos planos. “A Anatel fiscalizava antes questões mais burocráticas, e agora aumentou fiscalização com qualidade”, disse Vargas. “O mercado estava mal acostumado” acrescentou.

Mas Ieno alerta para a possível falta de recursos humanos da agência reguladora que, segundo ele, tem uma postura muito passiva na regulamentação, por se basear demais em informações repassadas pelas próprias operadoras em vez de aferições feitas em campo.

“Não precisava ter deixado chegar à situação que chegou; a gente sabe que as empresas são fiscalizadas um tanto ativamente, mas são elas que provêem os dados para a Anatel, que não tem condições de fazer uma fiscalização eficiente em campo”, disse.

fonte: Terra

#Telefonia: Investidores de todo o mundo estão de olho no Brasil

A revista inglesa THE ECONOMIST é um dos mais importantes formadores de opinião no mundo dos investidores. Ela aponta para a insatisfação dos clientes brasileiros e a necessidade de investimentos antes do previsto por parte das operadoras. Isto significa que possívelmente as ações destas empresas irão ter declínio significativo, que não tem obtido bons resultados no mercado brasileiro, e que sua gestão está envolta em uma “crise da telefonia”. A revista ainda aponta, no título para um “apagão” da telefonia móvel do Brasil no horizonte desta crise. A ANATEL e o ministério devem ficar atentos a estratégias envolvendo a desvalorização das empresas que operam a telefonia brasileira e para a possível evasão de recursos gerados na telefonia brasileira diante de um quadro de negócios menos favorável para estas empresas multinacionais que operam neste mercado.

Sem Sinal

O número de celulares só cresce, mas a insatisfação de clientes demonstra como o setor sofre para resolver suas deficiências

A funcionária pública Amanda Lima queria um iPhone. Cliente da TIM, ela foi atraída por uma promoção da Claro, que oferecia desconto no aparelho em troca de um plano de R$ 90 mensais com internet ilimitada. Segundo o vendedor, a primeira mensalidade seria de R$ 130 e o valor cairia nos meses seguintes. Isso não aconteceu. Amanda está há mais de três meses pagando mais do que combinou na loja – e a velocidade de sua conexão fica lenta depois de atingir a cota de dados.
“Terei de ir ao Procon. Pela Claro mesmo não consigo resolver”, diz ela, que só não troca de operadora agora porque está presa à fidelidade de um ano. A portabilidade numérica, aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2007, deveria aumentar a concorrência entre operadoras. Na prática, é mais um dos motivos que estão levando ao colapso do sistema de telefonia móvel no País, que a revista Economist diz ser “o próximo apagão”.

“A portabilidade cria mais condições de fidelização do consumidor”, diz Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O que vemos são ofertas mais agressivas, o que impacta na qualidade dos serviços.”

Em julho, a Anatel proibiu Oi, TIM e Claro de venderem novas linhas de celular. Segundo a consultoria IDC, a capacidade das redes não foi suficiente para atender à demanda, aquecida por causa da guerra de preços entre operadoras. Entre 2009 e 2011 o número de linhas subiu 40%, mas os investimentos em infraestrutura foram insuficientes. A venda de novas linhas foi liberada depois de as operadoras apresentarem um plano de melhorias, mas os problemas continuam.

Segundo Veridiana, entre as ofertas agressivas das operadoras, estão os planos de fidelização – como o Infinity da TIM, alvo de denúncia grave do Ministério Público do Paraná (MP-PR, leia abaixo entrevista com o promotor responsável pela ação).

Segundo dados da Anatel analisados pelo MP-PR, a TIM é suspeita de interromper de propósito as chamadas feitas por usuários do plano. No Infinity, o usuário paga por chamada realizada, não pela duração. Quanto mais ligações, mais lucro. O relatório aponta que, para clientes do Infinity, a queda ra quatro vezes maior do que para clientes de outros planos. A TIM teria lucrado R$ 4,3 milhões com a medida.

“Meus amigos falam que eu desligo na cara deles”, diz a estudante Mariana Barros, de Macapá (AP), cliente da TIM e do Infitiny há três anos. “Às vezes fico que nem pateta falando e, quando vejo, a ligação é finalizada.” Marina foi cliente da Vivo, mas trocou de operadora porque tinha de recarregar os créditos a cada quatro ou cinco dias.

A TIM nega “veementemente” a acusação. “Uma derrubada deliberada de chamadas é fraude, é crime, e precisa ter respaldo técnico e documental de altíssima segurança”, disse Mario Girasole, presidente da TIM, em audiência no Senado. “A denúncia não é uma posição oficial da Anatel e apontou falhas na metodologia aplicada.”

O MP-PR também investigará outras operadoras de telefonia. Os promotores querem apurar se as empresas cumprem, no Estado, o plano geral de metas e qualidade definido pela Anatel.

Mas o que diz a Anatel? Segundo o plano geral da agência, as operadoras devem completar apenas 67% das chamadas. Se 33% das ligações não forem completadas, está tudo bem para a agência. “Há um problema sério de regulação e fiscalização”, diz Veridiana Alimonti, do Idec. Segundo ela, há um plano geral desde 2000, que propunha metas progressivas, mas há metas de 2003 que permanecem iguais. O índice de chamadas completadas foi proposto em 2004. “Os planos aprovados previram metas, mas a base de clientes aumentou”, diz ela.

Queixas. “A telefonia é o único setor em que o atendimento não evoluiu. Hoje os bancos têm concorrência até para reduzir juros, mas a telefonia virou esse caos”, diz Mauricio Vargas, fundador do site Reclame Aqui. O site recebeu 107 mil reclamações sobre operadoras de telefonia nos últimos 12 meses. As principais queixas se referem ao sinal, à rede e à cobertura. Apenas a TIM e a Vivo responderam às reclamações dos clientes no site.

O número de queixas é grande, mas especialistas dizem que pode ser ainda maior. Hoje a Anatel baseia suas ações repressivas no número de reclamações no Procon – o ideal seria contabilizar também as reclamações via call center. Hoje o usuário pode reclamar direto nas empresas, no Procon ou outras ferramentas para espalhar o problema e alertar outros usuários, como o próprio Reclame Aqui e o site Zaanga. A Anatel recebe reclamações via telefone e internet – mas, online, o mecanismo é pouco intuitivo.

Para a Economist, a crise das telecomunicações “guarda muitas semelhanças com o apagão”: investimento baixo, negligência diante do aumento da demanda e um pobre quadro legal e regulatório. “O apagão provocou retração na economia brasileira”, recorda a revista. E ela projeta: a demanda deve aumentar ainda mais por causa da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 – sem falar no leilão do 4G, a internet móvel dez vezes mais rápida do que o 3G, vencido por Vivo, Claro, TIM e Oi.

Fonte: Estadão