Não é possível é continuar convivendo com a energia elétrica mais cara do mundo

MP 579

Entrevista com o repórter do PTB Carlos Nascimento:

CN – Quem vai pagar a conta de energia?

RN – A Medida Provisória 579 tem um objetivo estratégico de facilitar que o empresariado brasileiro seja mais competitivo no sentido de que a energia elétrica seja um fator importantíssimo para a produção e não um simples instrumento de lucratividade tanto para as concessionárias geradoras, produtoras ou distribuidoras de energia elétrica.

O governo detém estudos técnicos que dão garantia de subsistência para setor de energia. No Brasil empresas privadas realizam, através de concessão, um serviço que é de responsabilidade do estado, isso não ocorre somente na área de energia elétrica, mas também na área de telecomunicação e outras prestações de serviços públicos.

Todo serviço público é de responsabilidade do estado e têm em seu conjunto interesses sociais. Nesse sentido o governo está correto.

Gostaria de acrescentar que a pergunta correta não é quem vai pagar a conta? A pergunta correta é quem vai deixar de ganhar muito? O setor empreendedor no Brasil precisa ter essa consciência que pode ganhar mas não aqueles ganhos exagerados como é de costume em nosso país.

CN- O Brasil corre um riso de um apagão se essa matéria não for votada?

O Brasil ainda não tinha uma medida provisória que tratava do setor elétrico e já passava por apagões, então, transmitir a responsabilidade de um apagão à MP 579 eu acredito que não seja um posicionamento conveniente.

A verdade é que a lucratividade neste setor foi intensa e não houveram investimentos condizentes com as necessidades do crescimento deste mercado no pais. E eficácia da MP 579 ainda não aconteceu e nós já presenciamos apagões momentâneos o que precisamos é de um governo como órgãos responsáveis pela provisão e principalmente, precisamos que os empreendedores do setor elétrico do Brasil façam um planejamento a médio e longo prazo para que todos saiam ganhando. O que não é possível é continuar convivendo com a energia elétrica mais cara do mundo.

 

Relatório da MP 579 permitirá venda de excedentes

O relatório do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Medida Provisória 579, que trata da prorrogação das concessões do setor elétrico, atende a uma das demandas das associações que representam o mercado livre. O texto, que será votado ainda nesta terça-feira, possibilita a venda de excedentes pelos consumidores livres. O objetivo, segundo o relatório, é aumentar a competitividade do setor industrial.

O relatório também acata as modificações previstas pela MP 591, que alterou a MP 579 ao estabelecer indenização aos ativos de transmissão anteriores a 31 de maio de 2000 que ainda não foram amortizados. Originalmente, o texto da MP 579 estabelecia que esses ativos já estavam completamente amortizados e, portanto, não eram passíveis de recebimento de indenização.

Outra modificação do relatório é a inclusão das permissionárias, antigas cooperativas de eletrificação, entre as que vão receber cotas de energia mais barata. No texto original da MP 579, apenas as distribuidoras de energia seriam beneficiadas.

Além disso, o relatório inclui a energia solar como uma das fontes incentivadas, o que já ocorre com a energia eólica, biomassa e as pequenas centrais hidrelétricas. Assim, empreendimentos de energia solar passam a receber recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um dos encargos setoriais que incide sobre a conta de luz.

Da Agência Estado

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/12/11/internas_economia,336174/relatorio-da-mp-579-permitira-venda-de-excedentes.shtml

#Telefonia: As ações realizadas para melhoria do sistema de telefonia móvel ainda não geraram mudanças

Eu ainda não percebi nenhuma mudança no sistema da telefonia móvel. A linha continua a cair e as tarifas continuam altíssimas. Nenhuma ação realizada até o momento fez com que as tarifas de telefone baixassem ou o serviço melhorasse. Acredito que medidas mais radicais tenham que ser tomadas.
As empresas de telefonia ganham bilhões no Brasil e a desculpa mais esfarrapada que eles apresentam é que a demanda cresceu muito rápido e eles não tiveram condições de acompanhar este avanço.
Ai eu pergunto: mas vender linhas eles conseguiram?

Crise na telefonia móvel será o novo apagão do Brasil, diz revista

A recente suspensão das vendas de novas linhas de telefonia celular da TIM, Claro e Oi pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foi tema de análise da revista “The Economist”. A publicação questiona se a crise da telefonia poderá ser o próximo apagão no Brasil, lembrando o blecaute de energia elétrica ocorrido em 2011 no país.

Segundo Marceli Passoni, analista da consultoria Informa, a proibição da Anatel foi “mais ou menos justa, pois os problemas mais graves não envolviam cobertura e sim, qualidade no atendimento, o que não justificaria suspensão das vendas”, disse à publicação.

A publicação inglesa menciona a época das privatizações, em que era raro conseguir-se uma linha de telefone fixo, além do que, em 1998, havia apenas quatro celulares para cada 100 habitantes. Para a revista, a demanda cresceu mais do que o esperado, e as empresas vêm-se agora em uma situação complicada.

De um lado, estaria a presidente Dilma Rousseff, que já teria pressionado os bancos a baixarem os juros ao consumidor e estaria mirando essa pressão nas teles, e de outro, estariam as empresas de telefonia, cujas controladoras são, na maior parte, europeias. “Elas não vão querer que o Brasil deixe de fazer receitas”, afirma a publicação, lembrando que a Europa está em plena crise financeira.

Com a iminência dos eventos esportivos no país, a revista acredita que seja ainda mais urgente a ampliação da capacidade das redes das operadoras. Em Londres, por exemplo, a demanda por banda larga aumentou sete vezes, em relação à Olimpiada de Pequim, em 2008.

fonte: Uol Notícias