Dia #21 Desligue

celularDEPUTADO GAÚCHO ARTICULA FISCALIZAÇÃO NACIONAL AO SISTEMA DE TELEFONIA BRASILEIRO
Nesta sexta feira, dia 18 de janeiro, às 17 horas, estarei promovendo uma campanha no centro de Porto Alegre na Esquina Democrática.
A busca por apoiadores não vai parar!

A Câmara dos deputados vêm associando, cada vez, os debates sobre a fiscalização da telefonia no Brasil ao meu nome, Ronaldo Nogueira (PTB/RS). A imprensa nacional começa a focar em minha proposta de criação de uma CPI que irá investigar as empresas do setor de telecomunicações que atuam no Brasil.

Nesta quarta feira, 16, a Agência Câmara relatou a minha posição em relação a implantação da CPI da telefonia e o descaso da Anatel e Ministério das Comunicações sobre a falta de investimentos no setor e as inúmeras reclamações de consumidores.

Estou colhendo os frutos do meu trabalho que vem sendo feito ao longo dos meses, tenho lutado contra a espoliação de grupos econômicos internacionais que detém o controle do mercado de telecomunicações.

Em 09 de agosto de 2012, com o apoio de 188 parlamentares, protocolei um pedido de implantação de uma CPI para investigar irregularidades cometidas por operadoras de celular.

Em 21 de novembro entreguei uma denúncia ao Ministério Público Federal representando contra o CADE, ANATEL e Companhias Operadoras de telefonia e, simultaneamente, lancei, juntamente com milhares de brasileiros, a campanha DIA #21 DESLIGUE SEU CELULAR EM PROTESTO CONTRA AS ALTAS TARIFAS.
Estou propondo que cada dia 21 de cada mês os consumidores da telefonia móvel desliguem seus aparelhos de celular por uma hora, do meio dia às 13 horas, em protesto contra as tarifas ilegais e abusivas cobradas pela prestação deste serviço que venho chamando de: O PROTESTO QUE VOCÊ APÓIA COM APENAS UM DEDO

Nesta sexta feira, dia 18 de janeiro, às 17 horas, estarei promovendo esta campanha nas ruas, no centro de Porto Alegre na esquina democrática, o seu apoio é importante!

Esta campanha segue até julho, quando será instituído o dia da telefonia, escolhi o dia 16 de julho como o dia que marca esta data, por que foi no dia 16 de julho de 1997 que as telecomunicações brasileiras foram privatizadas.

Este é um movimento singelo e de fácil compreensão. Não está difícil para o governo e as operadoras entender que os usuários de telefonia querem redução de 55%, pelo menos, nas tarifas de interconexão, que são aquelas taxas cobradas em ligações feitas de uma operadora para a outra, essa tarifa é tão alta, por que cada operadora cobra aluguel uma da outra pela utilização da rede ao receber uma chamada da empresa concorrente a conhecida VUM que é paga pelo usuário.
Os brasileiros querem somente o que for justo, como o fim da tarifa básica da telefonia fixa e a abertura das contas dessas empresas multinacionais. As operadoras de celular devem mostrar para a sociedade os valores que arrecadam através da tarifa de interconexão e quais foram os valores investidos em infraestrutura.

dia 21 de janeiro

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#Telefonia: Altos custos, baixa qualidade #21 @folha_com

O significado de CARTEL segundo a Wikipédia é: um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação[1] ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

Os cartéis que comandam a telefonia no país, são empresas estrangeiras e seu maior interesse no Brasil é a lucratividade. Neste país onde facilmente é possível fazer acordos com empresas privadas.

Se não houver maior fiscalização no sistema de telefonia, a evolução do serviço continuará como nos últimos anos sem qualidade e com altos custos.

Esse assunto é de interesse de todos, afinal, quem não utiliza o celular hoje em dia?

Faça parte desse debate, apoie a CPI DAS TELES, que irá investigar por que o Brasil tem a segunda maior tarifa de celular do mundo.

Análise: Custo e qualidade dos serviços de telefonia são inconsistentes
Há alguns meses ocorreu com muito êxito o leilão da tecnologia 4G, no caso, as licitações das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz. Essa tecnologia, se introduzida com sucesso, pode revolucionar a comunicação móvel no Brasil, principalmente com a banda larga para dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Cabe lembrar que, coincidentemente e simultaneamente, a telefonia móvel no país vive uma crise sem precedentes devido à péssima qualidade dos serviços prestados. As reclamações são as mais diversas, desde linhas que caem constantemente, a zonas de sombra, indisponibilidade de linha e cobranças indevidas, entre outras.
Existe uma inconsistência enorme no Brasil entre o custo da telefonia e a qualidade do serviço. A pergunta óbvia que o cidadão comum faz é: para que investir em 4G se nem o 3G funciona direito?
A fonte desses problemas é muito bem conhecida por governo e operadoras: houve um enorme crescimento da base de usuários, num período muito curto, e não foram feitos investimentos compatíveis em infraestrutura. No limite da situação a Anatel inovou e fez o impensável: proibiu a venda de linhas até a apresentação de um plano que corrija os problemas.
Sabe-se que essa situação não será resolvida em curto prazo. Não se resolvem problemas estruturais do dia para noite, mesmo no setor privado. Por outro lado, não se percebeu melhoria nos serviços. Talvez a Anatel precise aprofundar seus mecanismos de supervisão e acompanhamento de investimentos.

Ainda pior será se essa situação se repetir com a introdução da tecnologia 4G. Portanto é momento de aumentar a supervisão sobre os investimentos em infraestrutura de telefonia no Brasil.
É preciso acompanhar o projeto de investimentos prometido pelas operadoras para que os problemas sejam sanados na tecnologia atual o mais rápido possível. E, ao mesmo tempo, deve-se criar mecanismos para que os problemas não aconteçam com a telefonia 4G.
É importante lembrar que estamos a menos de dois anos da Copa do Mundo e a quatro da Olimpíada, e serviços de telefonia móvel são essenciais para o sucesso de grandes eventos.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO