Teles terão mais uma anistia do Governo – Redução de R$ 7 bi em impostos

Que tipo de chantagem esta acontecendo? Por que é tão difícil fazer qualquer acordo com as operadoras de celular?

Por que o governo não exita em dar as operadoras mais benefícios?

Por que, pelo menos uma vez, não beneficia o consumidor brasileiro?

Com a CPI das Teles será possível investigar, mas o governo não está permitindo a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito que irá investigar as operadoras de celular!

 

Teles terão desoneração de R$ 7 bilhões para investir em infraestrutura

 
O governo brasileiro está abrindo mão de R$ 7 bilhões em tributos federais nos próximos quatro anos, desde que as teles não diminuam seu nível de investimento no país, comprometendo a qualidade do serviço.
Para isso, o Ministério das Comunicações está prestes a concluir a regulamentação da lei que instituiu o pacote de isenções, em setembro.
Nos últimos anos, operadoras fixas e móveis têm investido, em média, 10% de sua receita bruta na ampliação e na manutenção das redes.
A Folha apurou com o governo e com as operadoras que a previsão era de uma queda para algo entre 6% e 7% da receita neste ano.
Isso porque as maiores operadoras –particularmente a Vivo e a TIM– têm de melhorar a rentabilidade para enviar mais divisas às matrizes, que enfrentam o agravamento da crise na Europa.
A Vivo é controlada pela espanhola Telefónica, e a TIM, pela Telecom Italia.
A Oi tem como um dos sócios controladores a Portugal Telecom, que também enfrenta problemas decorrentes da crise.
O pacote de isenções inclui PIS, Cofins e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para equipamentos e serviços destinados à construção de redes de fibra óptica (banda larga).
Os smartphones também foram contemplados e passam a usufruir de benefícios. Antes só a indústria de computadores tinha incentivos.
Em troca da desoneração, o governo espera que as teles antecipem investimentos que seriam feitos após 2016.
Cálculos do Ministério das Comunicações indicam que, somente nas redes de fibra óptica, as teles poderiam antecipar R$ 18 bilhões.
Em 2011, fixas e móveis desembolsaram R$ 21 bilhões na manutenção de expansão de suas redes. No primeiro semestre deste ano, foram R$ 10 bilhões, segundo o Sinditelebrasil, associação que representa o setor.
A estimativa inicial do setor era fechar 2012 com R$ 26 bilhões em investimentos, o que seria um recorde caso fosse concretizado.
O governo acha pouco, especialmente porque tem como referência os investimentos feitos em redes de comunicação pelas estatais. Também considera as reclamações por falta de qualidade dos consumidores.
Para manter seu plano de expansão da internet no país e evitar um cenário pior, o governo acelerou o pacote.
“Apesar da situação lá fora, as medidas tentam obrigar as teles a investir mais aqui”, afirma José Gontijo, diretor do departamento de indústria, ciência e tecnologia da secretaria de telecomunicações do Ministério das Comunicações.

 

CAPITAL ESTRESSADO
A Folha apurou que, embora algumas operadoras já planejem antecipar os recursos, o investimento será menor que os R$ 18 bilhões esperados pelo governo.
As teles dizem que a situação é dramática. Reclamam da iniciativa do governo de implantar o 4G, que consumiu quase R$ 3 bilhões na aquisição de licenças e outros R$ 4 bilhões nos primeiros dois anos. Isso sem terem ainda amortizado o 3G.
Um dos diretores disse que “capital intensivo tem limite” e não dá para ser “estressado” o tempo todo.
As teles também reclamam da queda de rentabilidade e das exigências crescentes de investimento devido ao aumento do tráfego de dados.
Elas dizem ainda que existe tratamento diferenciado dado ao Google, à Apple e à Netflix. Esses provedores de conteúdo exigem cada vez mais das redes, faturam fortunas e não remuneram as teles adequadamente. Esse modelo de subsídio precisa ser revisto, caso contrário, as teles podem ir à falência.
“O custo do capital já é inferior ao retorno”, disse Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez Telecom, uma das controladoras da Oi. “Nesse ritmo, não teremos mais como investir em cinco anos.”

 

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Prestadoras de telecomunicações são as empresas que mais aborrecem seus clientes no Brasil

Pouco foi feito para diminuir o número de reclamações. A Claro, por exemplo, não apresentou plano ao Procon quando ficou proibida de habilitar novas linhas

 Apesar de movimentar mais de R$ 160 bi, empresas de celular são  campeãs em insatisfação de clientes. Está muito claro que o serviço é ruim e os preços são absurdos, não há mais como esconder, está mais do que na hora de uma decisão ser tomada, a farra das operadoras não pode continuar!

 

Dia 21 de novembro será o dia do protesto!

Desligue seu celular por 1 hora em sinal de sua indignação!

 

Neste dia estarei entregando denúncia ao Ministério Público Federal solicitando investigação quanto a determinadas práticas das operadoras de telefone contra o usuário.

  

 

Operadoras de celular são 40% das dez empresas mais reclamadas no Brasil

No quarto país onde mais faturam, empresas mantêm liderança nos últimos 60 dias

 

Prestadoras de telecomunicações são 40% das dez empresas que mais aborrecem seus clientes no Brasil em 2012, segundo levantamento da Fundação Procon-SP nesta quinta-feira (18). Apesar de o setor movimentar mais de R$ 160 bilhões no País, a qualidade dos serviços é alvo de queixas do consumidor há mais de 60 dias, mesmo com punições da agência que regula o mercado.

Segundo o estudo anual divulgado nesta semana pela UIT(União Internacional de Telecomunicações) sobre o acesso à internet e situação da telefonia móvel no mundo, o Brasil assumiu a quarta posição no ranking das operadoras de telefonia que mais faturam no segmento, atrás somente dos EUA, Japão e China.

Apesar do mercado amplo favorecer a melhora da qualidade por meio da concorrência, as operadoras Vivo/Telefonica, Claro, TIM e Oi ocupam o segundo, o terceiro, o sexto e o décimo lugar, respectivamente, na lista das empresas reclamadas no Procon.

A operadora de telefonia Vivo/Telefonica é responsável, segundo o levantamento, por 6.364 reclamações. Os serviços de celular e internet da Claro geraram 4.966 relatos de problemas, levando a empresa à terceira colocação. Enquanto que a empresa de telefonia TIM acumulou 2.207 reclamações, e, dentro dos últimos 60 dias, a operadora Oi superou a TV por assinatura Sky, e assumiu o 10º lugar do ranking com 1.883 registros de insatisfação.

Desde que a agência que regula o mercado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), decidiu suspender a venda de planos pré e pós-pago da TIM, da Oi e da Claro em julho, o governo intensificou as exigências referentes ao padrão de qualidade da cobertura. Como consequência, essas empresas tiveram que apresentar novos planos de investimento com caráter emergencial.

No entanto, pouco foi feito para diminuir o número de reclamações. A Claro, por exemplo, não apresentou nenhum plano ao Procon logo após os 11 dias em que ficou proibida de habilitar novas linhas de telefonia móvel em alguns Estados brasileiros. No primeiro semestre, a empresa foi líder de reclamações no Procon.

Mesmo com a urgência em investimentos para melhora da qualidade da cobertura no setor de telefonia móvel nacional, Anatel autorizou as operadoras a habilitar novas linhas desde o dia 3 de agosto, para ajudar nas vendas do Dia dos Pais, um dos períodos mais lucrativos do ano para o setor, ao lado de Dia das Mães e Natal.

 

fonte: R7

Remessa de lucro ao exterior mostra descaso de operadoras de #telefones com o Brasil

Crise na telefonia pode ter causa fora do Brasil

A crise da telefonia móvel no Brasil não envolve apenas atores políticos e órgãos reguladores nacionais. Quatro países envolvem seus corpos diplomáticos para ter os interesses de suas empresas atendidos: Itália (TIM), Espanha (Telefônica), Portugal (BrOi) e México (Claro). A importância do mercado nacional é medida pela remessa de lucros ao exterior: Em 2011, as operadoras enviaram 2,4 bilhões de dólares para suas nações de origem, uma soma superior ao dobro do ano anterior (US$ 1,1 bilhão).
Uma importante revista de economia inglesa, a The Economist, publicou na sua edição de 11 de agosto que as diplomacias dos países envolvidos se movimentaram com a medida adotada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de suspender a venda de chips e exigir um plano de investimentos no setor. A Anatel alega que é preciso um investimento de R$ 240 bilhões na próxima década para superar a ineficiência do serviço. As operadoras, porém, só acenam com o montante de R$ 20 bilhões até 2014 e, segundo a revista, os negócios no Brasil precisam compensar a queda dos lucros principalmente na Europa.
A reportagem reforça a hipótese levantada pelo professor da UFRJ Marcos Dantas de que a crise financeira internacional impactou o setor de telecomunicações no Brasil. Ele recorda que a Telebrás, antes de ser privatizada, operava sempre com 30% de ociosidade, enquanto as atuais teles trabalham no limite para maximizar os lucros e rentabilidade ao exterior. Para Dantas, o fato de as sedes das empresas do setor estarem situadas em outros países expõe a fragilidade das lideranças políticas nacionais: “A presidente tem coragem de enfrentar os bancos. Itaú e Bradesco são nacionais. Mas com as empresas de telecomunicações fica cheia de ‘dedos’ porque o centro de decisão não está no Brasil”.
O professor considera um erro do processo de privatização não fazer como os países europeus que mantiveram uma empresa nacional, mesmo que privada, sob o papel de regular o mercado. Por isso, Dantas compreendeu como positiva a iniciativa do Estado na empreitada que resultou na compra da na fusão da Brasil Telecom com a Oi (BrOi), em 2008. O investimento teve forte participação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e fundos de empresas públicas, porém o processo não se concluiu por falta de contrapartida. “O Estado teria que assumir participação nos processos decisórios, e os empresários teriam que aceitar representantes de interesses nacionais. Mas o Estado não está cobrando, em termos de desenvolvimento tecnológico, qualidade de serviços e etc”, aponta Dantas.
O senador Walter Pinheiro se aproximou de tom nacionalista em artigo à Folha de S. Paulo no último dia 19 de agosto. Pinheiro defende que é injustificável a aplicação de preços superiores e qualidade inferior aos países de origem das teles. Para ele, a carga tributária não pode ser justificativa, porque o setor se desenvolveu sob subsídios no Brasil. A título de comparação do argumento utilizado pelo senador, o valor cobrado no Brasil, não é superior, apenas as nações sede das empresas, também muito acima dos demais países do Brics, considerados em um estágio de renda e desenvolvimento mais próximos.

PAÍS

BRASIL

RÚSSIA

ÍNDIA

CHINA

Valor   do min no pré-pago

R$ 1,35

R$ 0,23

R$ 0,04

R$ 0,16

Fontes: ONU-UIT – Year Book of Statistics dez 2009 Merrill Lynch, Wireless

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação