#Telefonia: Altos custos, baixa qualidade #21 @folha_com

O significado de CARTEL segundo a Wikipédia é: um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação[1] ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

Os cartéis que comandam a telefonia no país, são empresas estrangeiras e seu maior interesse no Brasil é a lucratividade. Neste país onde facilmente é possível fazer acordos com empresas privadas.

Se não houver maior fiscalização no sistema de telefonia, a evolução do serviço continuará como nos últimos anos sem qualidade e com altos custos.

Esse assunto é de interesse de todos, afinal, quem não utiliza o celular hoje em dia?

Faça parte desse debate, apoie a CPI DAS TELES, que irá investigar por que o Brasil tem a segunda maior tarifa de celular do mundo.

Análise: Custo e qualidade dos serviços de telefonia são inconsistentes
Há alguns meses ocorreu com muito êxito o leilão da tecnologia 4G, no caso, as licitações das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz. Essa tecnologia, se introduzida com sucesso, pode revolucionar a comunicação móvel no Brasil, principalmente com a banda larga para dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Cabe lembrar que, coincidentemente e simultaneamente, a telefonia móvel no país vive uma crise sem precedentes devido à péssima qualidade dos serviços prestados. As reclamações são as mais diversas, desde linhas que caem constantemente, a zonas de sombra, indisponibilidade de linha e cobranças indevidas, entre outras.
Existe uma inconsistência enorme no Brasil entre o custo da telefonia e a qualidade do serviço. A pergunta óbvia que o cidadão comum faz é: para que investir em 4G se nem o 3G funciona direito?
A fonte desses problemas é muito bem conhecida por governo e operadoras: houve um enorme crescimento da base de usuários, num período muito curto, e não foram feitos investimentos compatíveis em infraestrutura. No limite da situação a Anatel inovou e fez o impensável: proibiu a venda de linhas até a apresentação de um plano que corrija os problemas.
Sabe-se que essa situação não será resolvida em curto prazo. Não se resolvem problemas estruturais do dia para noite, mesmo no setor privado. Por outro lado, não se percebeu melhoria nos serviços. Talvez a Anatel precise aprofundar seus mecanismos de supervisão e acompanhamento de investimentos.

Ainda pior será se essa situação se repetir com a introdução da tecnologia 4G. Portanto é momento de aumentar a supervisão sobre os investimentos em infraestrutura de telefonia no Brasil.
É preciso acompanhar o projeto de investimentos prometido pelas operadoras para que os problemas sejam sanados na tecnologia atual o mais rápido possível. E, ao mesmo tempo, deve-se criar mecanismos para que os problemas não aconteçam com a telefonia 4G.
É importante lembrar que estamos a menos de dois anos da Copa do Mundo e a quatro da Olimpíada, e serviços de telefonia móvel são essenciais para o sucesso de grandes eventos.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Contratos para exploração do 4G foram assinados ontem

10x algo ruim = a algo dez vezes pior?
A manchete do site TERRA traduz bem o que representa a implantação do 4G no Brasil, uma nova exploração por parte das telefônicas. É claro que o sistema 4G é um grande avanço para as telecomunicações, mas a pergunta que está na boca do povo é: vai funcionar?
As operadoras vencedoras do leilão do 4G, são as operadoras de telefonia já conhecidas por todos os brasileiros, as mesmas que operam com ineficiência e valores absurdos no setor. Já que a Anatel impediu que empresas Americanas, Japonesas e da União Européia participassem da licitação, nós, consumidores, temos que nos conformar com o que nos é oferecido.

Operadoras assinam contratos para exploração do 4G no País
As operadoras vencedoras do leilão do 4G assinaram nesta terça-feira os termos de autorização para explorar a quarta geração de telefonia no Brasil junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tecnologia promete aumentar em 10 vezes a velocidade de conexão, se comparada com a atual tecnologia 3G.
O cronograma definido pela Anatel no edital de licitação da quarta geração, o 4G deve estar funcionando nas cidades-sede da Copa das Confederações em abril de 2013 e até dezembro do ano que vem nas cidades-sede da Copa do Mundo. Alguma operadoras, porém, já vêm realizando testes em algumas cidades, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e do Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).
As empresas assinaram também um termo de compromisso para intensificar o compartilhamento de infraestrutura do 4G. Segundo o SindiTeleBrasil, a oferta da nova tecnologia vai exigir a ampliação da rede, já que a tecnologia usada para a prestação do 4G exigirá um número pelo menos três vezes maior de antenas que o atual serviço de terceira geração (3G).

fonte: TERRA