FIERGS apresenta propostas à Bancada Federal Gaúcha

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Reuniao na FIERGS com a bancada gaucha, aonde foi discutido as 101 Propostas para a Modernização trabalhista , o Projeto Sul Competitivo e o Carvão Mineral. Encontro muito importante para o setor produtivo do nosso Estado.

18/3/2013 – Para apresentar propostas e projetos que colaborem com a melhoria da competitividade industrial e, da economia gaúcha, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) realizou nesta segunda-feira (18), em sua sede, uma reunião com a Bancada Federal. Na pauta do encontro, foram analisados três temas principais: as 101 Propostas para a Modernização Trabalhista, o Projeto Sul Competitivo; e o Carvão Mineral. “Nosso propósito é o de colaborar de forma franca e aberta com propostas aos parlamentares e dialogamos para que nossa economia tenha o maior crescimento possível. Nosso partido é o ‘Partido do Desenvolvimento”, afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, na abertura do encontro, lembrando que esta é a quarta reunião realizada em sua gestão com a Bancada Federal Gaúcha.

O coordenador do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência Social (Contrab) da FIERGS, César Codorniz, fez uma explanação sobre as “101 Propostas para Modernização Trabalhista”, estudo realizado por algumas das principais Federações do País, incluindo a FIERGS, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo Codorniz, o objetivo do trabalho é aumentar a competitividade. Entre as propostas elaboradas pela CNI estão a valorização e o fortalecimento da negociação coletiva, e a revogação ou a suspensão da obrigatoriedade de utilização do ponto eletrônico. Além disso, a CNI propõe a extinção do adicional de 10% sobre a multa indenizatória do FGTS nos casos de demissão sem justa causa, pois esta parcela não vai para o trabalhador. E defende a criação de incentivos para a contratação de ex-presidiários, entre outros itens.

RONALDO NOGUEIRA_FIERGSJá o Projeto Sul Competitivo, elaborado em conjunto pelas Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foi resumidamente apresentado pelo coordenador do Conselho de Infraestrutura da FIERGS, Ricardo Portella. O empresário enumerou uma série de obras consideradas prioritárias para o Estado. O principal nó logístico, segundo ele, é a acessibilidade à Região Metropolitana. Entre as sugestões apresentadas estão a adequação da rodovia que liga Dois Irmãos e Porto Alegre, incluindo nesta obra também a BR-448, e a construção da segunda ponte sobre o Guaíba. Soluções a problemas relativos às malhas ferroviária e hidroviária também foram apontadas, como um novo eixo de Integração da Ferrovia Norte-Sul (trecho Sul), a recuperação do molhe leste no porto de Rio Grande e a melhoria da Hidrovia do Mercosul, incluindo a dragagem de terminais na Lagoa dos Patos.

Segundo o novo coordenador da Bancada Federal Gaúcha, Ronaldo Nogueira, a necessidade de reformular e modernizar a legislação, preservando os direitos do trabalhador e desonerando a mão de obra é fundamental. “Ele sugeriu que sindicatos patronais e de trabalhadores sentem em uma mesa conjunta, com o Congresso Nacional, para definir a reforma na legislação.

Em relação à infraestrutura, Nogueira afirmou que o Estado é responsável e precisa ser o protagonista como seu provedor da infraestrutura. “A nossa infraestrutura, tanto ferroviária quanto rodoviária, foi projetada para um desenvolvimento econômico dos anos 60 e hoje estamos no século 21. Temos condições de nos utilizar de outros modais. É necessário o governo ter a iniciativa de buscar parcerias com a iniciativa privada para corrigirmos esses gargalos. Precisamos mais tempo no planejamento e mais precisão na execução”, observou.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Carvão, César Faria, também fez uma apresentação sobre a situação do setor e das usinas no Brasil e no Rio Grande do Sul. Faria observou que 66% da energia utilizada no Rio Grande do Sul é importada de outras regiões. Faria observou que as existe perspectiva de se elevar a geração de energia no Estado com termelétricas a carvão, especialmente com dois projetos em Candiota e um em Cachoeira do Sul.

fonte: FIERGS

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#Telefonia: pior relação custo benefício do país

Qual a surpresa?

Qualquer usuário de telefonia deste país sabe que a pior relação custo benefício dentro do lar brasileiro é o da telefonia.

A dona de casa e o pai de família que fazem o orçamento familiar sabem que para ter internet e telefone custa caro. A demanda por estes serviços aumenta cada vez mais: as crianças precisam estudar, os negócios familiares precisam andar e o mercado fica mais e mais exigente a cada dia.

Enquanto isso, empresas multinacionais levam parte de nossos salários para fora do país, sem gerar investimentos, sem prestar os serviços que dignamente merecemos.
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fonte: JORNAL DO COMÉRCIO

Comissões prometem mais rigor em 2013 com telefônicas 

Comissões da Câmara prometem rigor na fiscalização da qualidade dos serviços de telecomunicações e do sistema financeiro. Os dois setores foram os campeões de reclamações nos Procons de todo o País em 2012. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Ministério da Justiça, a telefonia celular, os bancos e as operadoras de cartão de crédito foram os principais alvos de queixas ao longo do ano passado.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirmou que a qualidade dos serviços é uma pauta permanente da comissão, que em 2012 cobrou medidas do Ministério das Comunicações e da Anatel e convidou seus representantes para audiências públicas. Na avaliação de Azeredo, faltam investimentos das empresas e também fiscalização do governo.

“Nós temos comissões de Defesa do Consumidor, de Ciência e Tecnologia, o que o Congresso pode fazer é exatamente continuar nessa linha de cobrança, insistindo para que haja investimentos necessários e a população seja bem atendida”, explicou Azeredo.

Para o parlamentar, o Congresso Nacional está atento quanto às suas responsabilidades. “Quem tem falhado nesse caso: a própria Anatel na sua função fiscalizatória, do Poder Executivo; e as empresas de telefonia que investiram muito na expansão e não na qualidade”, exemplificou.

O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) também destaca a omissão da Anatel. Ele apresentou requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as prestadoras de telefonia móvel, incluindo os problemas de má qualidade na prestação de serviços e as altas tarifas praticadas pelo setor.”Precisa haver uma intervenção da Câmara dos Deputados, através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para ter acesso a esses números”, afirmou.

Na opinião do deputado, não é possível para o País continuar com o atual modelo em que apenas quatro grupos econômicos internacionais têm controle do mercado de telefonia. “Eles encontram um ambiente muito fértil para adotar práticas que lesam o usuário brasileiro e continuar convivendo com a passividade da nossa agência reguladora”, condenou.

fonte: AGÊNCIA CÂMARA

Brasil impede abertura de mercado de telefonia móvel

O mercado de telefonia brasileiro está impedindo que novas empresas façam investimentos no Brasil, se quer permitem participação em licitações do setor.

Pressionado por parceiros internacionais o Brasil diz que não está criando barreias, argumentando que o impedimento para licitações é para incentivar maior competitividade entre as operadoras que já estão atuando no mercado interno. Os Estados Unidos constataram o modelo brasileiro de tecnologia desenvolvida, rebatendo as justificativas do Brasil com perguntas do tipo: “Tecnologia desenvolvida no Brasil por uma empresa estrangeira ou por estrangeiros trabalhando para empresa brasileira é considerada tecnologia brasileira?”
A insinuação foi fundamentada na existência de maior incentivo para exploração de outros países do que incentivo para empresas nacionais, o que não deixa de ser uma grande realidade. O capital nacional é lavado para outros países com incentivo do governo.
E quem paga a conta é sempre o trabalhador, que produz e consome, paga altas tarifas duplamente tarifadas e recebe em troca um serviço ruim e de péssima qualidade, por que nem cumprimento da legislação e investimentos em melhorias são cobrados rigorosamente destas empresas.
Mas o Brasil preferiu, nesta reunião de Genebra, argumentar sobre o IPI da indústria automobilística. Será que não tem argumentos para responder sobre a exploração do mercado de telefonia por que compactua com ele?
Genebra »
Brasil se defende contra críticas de protecionismo e culpa países ricos

Pressionado por seus grandes parceiros comerciais, como Estados Unidos, Europa e Japão, o Brasil contestou nesta segunda-feira (2), numa reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, as críticas de que estaria se rendendo ao protecionismo, isto é, erguendo barreiras contra produtos estrangeiros, na contramão das regras do comércio internacional. O Brasil justificou suas ações, sobretudo na indústria automobilística, culpando a crise mundial e as medidas de incentivo adotadas pelos países ricos para escapar dela. E disse que tudo o que o governo fez foi o que os outros também fizeram: proteger sua indústria.

Duas decisões brasileiras estão na mira dos parceiros: as regras para reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, taxada de injusta, e as exigências e barreiras na abertura do mercado de telefonia de quarta geração (4G) no Brasil, considerada discriminatórios.

Conteúdo nacional em 4G é alvo de críticas

Não há nenhuma ação formal na OMC — isto é, disputa — contestando as medidas brasileiras. Mas a pressão articulada pelos países ricos é um sinal de impaciência. EUA e Japão estão irritados com as regras para a telefonia 4G, que exigem conteúdo nacional mínimo de 60% para quem quiser participar das licitações para prestação de serviços, fornecimento de equipamentos e sistemas. O primeiro leilão foi em 12 de junho e movimentou R$ 2,9 milhões.
Num discurso lido pela diplomata Márcia Donner, o Brasil argumentou que as regras de licitação para o 4G foram desenhadas para “melhorar a competitividade num setor brasileiro conhecido por ser aberto”. “Todo o procedimento foi não discriminatório e consistente com as regras da OMC”, insistiu a diplomata.
Não satisfeitos, os Estados Unidos partiram para um jogo irônico de perguntas sobre como o governo define “tecnologia brasileira”. “Que critério é esse? A tecnologia tem que ser desenvolvida no Brasil? Tecnologia desenvolvida no Brasil por uma empresa estrangeira ou por estrangeiros trabalhando para empresa brasileira é considerada tecnologia brasileira?”, perguntaram representantes dos Estados Unidos. Mas foi sobre as mudanças no regime automotivo — contestadas sobretudo por União Europeia (UE) e Austrália — que a diplomacia brasileira gastou mais tempo para se explicar.
fonte: Agência O GLOBO