As boas e as más notícias do governo brasileiro

GasolinaEnquanto o brasileiro ainda comemora a redução dos valores da energia o governo prepara um contra ataque e desmontava a esperança do trabalhador.

Um “tapa de luva” foi anunciado, a partir de hoje os brasileiros irão pagar mais pelo combustível. Cai uma tarifa, aumenta outra, afinal, quando os brasileiros poderão finalmente comemorar redução de tarifas?

 

Preço da gasolina começa a aumentar na bomba

 

Os consumidores já estão sentindo o aumento no preço da gasolina em postos do Rio Grande do Sul. Dos sete postos consultados pela manhã, um deles já repassou a elevação. Mas ouvintes e leitores relatam, pelo Twitter, altas de até R$ 0,15.

Dois proprietários de postos de combustível com grande giro no estoque contam que receberam carga com os novos preços já pela manhã. O repasse dependerá de quanto tempo durar o estoque antigo. Pode ser hoje no início da tarde ou até amanhã.

O posto Alles Blau, de Igrejinha, vai aumentar o preço pela primeira vez depois de quase três anos. Conhecido por vender o litro a R$ 2,49, vai reajustar para R$ 2,65. Segundo o proprietário, Tiburcio Grings, foi acrescentado um aumento de R$ 0,04 dos últimos dois meses, justificado pela Petrobras pela elevação no etanol.

Rafael Bandeira, do Ecoposto, reclama que, mesmo com o aumento, o valor para cálculo do ICMS seguirá mais alto do que o cobrado na bomba. A alíquota do imposto é calculada em cima de R$ 2,94, valor estabelecido pelo Governo do Estado.

No caso do diesel, deve demorar um pouco mais para haver o repasse do aumento. Em geral, o combustível gira menos nos postos.
A Petrobras aplicou, nas refinarias, reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel.

Peso na inflação

A gasolina é o item que mais pesa no cálculo da inflação de Porto Alegre. Segundo a FGV, é 3,10. O arroz e o feijão, juntos, pesam 0,46. A conta de luz pesa 2,79.

Mas estes valores consideram apenas o impacto direto. Aumento da luz e de combustível tem impacto indireto também na inflação, já que pressionam outros itens do cálculo do índice.

Para fevereiro, ao menos, é previsto que a redução da conta de luz vá compensar o aumento da gasolina no cálculo do IPCA. O índice é calculado pelo IBGE e considerado como inflação oficial do País.

fonte: Giane Guerra

Dia Nacional da Inclusão Telefônica

Dia da telefonia
Apresentei um projeto de lei para a criação do DIA DA TELEFONIA NO BRASIL
Veja a descrição (abaixo) da reportagem da VÓZ DO BRASIL ou ouça no youtube clicando aqui:

dia da telefonia

O QUE DIZ A ANATEL:

A Anatel afirma que está trabalhando na implantação de um projeto que irá demonstrar os custos que irá permitir a visão dos gastos envolvidos na prestação de serviços no setor de telecomunicações e com esses dados reduzir o valor da tarifa de interconexão de telefonia fixa e móvel que são cobrados quando o usuário de uma operadora faz uma chamada para um telefone de outra empresa.
Para o Ministro de Telecomunicações Paulo Bernardo o modelo de custos vai servir para entender o mercado e dimiabunuir o preço dos serviços aos consumidores “a nossa visão é que ele vai permitir discutir com mais clareza os preços que as empresas cobram dos consumidores, como por exemplo as tarifas de interconexão. Já sabemos que os valores são muito altos, mas com certeza que com o modelo de custos vamos ter uma avaliação mais precisa e isso pode significar custos menores e preços menores para o consumidor”, afirmou o ministro.

celular_operadoraAs tarifas de interconexão já deveria ter sido reduzidas desde 2003, conforme acordado durante a privatização. Em 2004 a Anatel já vinha prometendo adotar um modelo de custos para reduzir tarifas, enquanto isso o consumidor vem sendo enganado e extorquido pela utilização de um serviço de suma importância para o bem estar das pessoas e desenvolvimento do país que continua na mão desses cartéis multinacionais.
Para definir como o cidadão brasileiro se sente vou usar as palavras do meu amigo Wilson Antônio Moreira, Carazinhense como eu: “O assunto palpitante, cotidiano, adicional estressante sem dúvida é o “bendito” telefone celular. O fato notório é que as operadoras de telefonia estão no topo das reclamações dos consumidores, no PROCON, nas rodas de amigos e, no Judiciário. Se isso acontece, não precisamos de muito conhecimento para concluir que há algo de podre e permissionista que impinge a nação brasileira micro lesões patrimoniais – centavo aqui – centavo ali – igual a milhões de reais – forjadas em artifícios, muitas vezes escondidos ou pouco esclarecidos”.

Dia Internacional #contracorrupcao

corrupçao

DIA INTERNACIONAL ANTI-CORRUPÇÃO
A Assembléia Geral da ONU realizada em 31de outubro de 2003, através da Resolução 58/4, declarou 09 de dezembro como o Dia Internacional anti-corrupção, como forma de alertar todos os anos para os males que este câncer politico, social, econômico, cultural e moral causa a todos os países, afetando principalmente as camadas mais pobres e excluidas dos mesmos.

A primeira “comemoração” do DIA INTERNACIONAL ANTI-CORRUPÇÃO, ocorreu na cidade de Mérida, no México, quando de reunião do Organismo da ONU que trata das questões das drogas e criminalidade internacional, em 09 de dezembro de 2004 e desde então esta data tem estado no calendário oficial da ONU e de diversos países.

Em sua mensagem no dia internacional anti-corrupção neste nove de dezembro de 2012, o Secretário Geral da ONUBan Ki-Mon destaca que a corrupção é um fenomeno complexo e envolve aspectos políticos, sociais, culturais e econômicos; destroi as bases da democracia, desmoraliza as instituições nacionais e os governantes, reduz a esperança da juventude quanto ao futuro, desestabiliza as instituições, abala a governabilidade e acaba com a credibilidade dos representantes populares e estimula a desonestidade, as injustiças e corroi os direitos humanos.

Se todos fIzerem a sua parte poderemos mudar este quadro.

1) Primeiro começando agir éticamente e moralmente nos pequenos gestos;

2) Evitando qualquer relacionamento com corruptos e corruptores;

3) Denúnciando todo e qualquer indício de corrupção por quem quer seja.

61,07% das reclamações de clientes das telefônicas são feitas pelo twitter

Consumidores estão utilizando cada vez mais as redes sociais para manifestar suas indignações a respeito da telefonia no Brasil. Como o atendimento nos Call Center é na maioria dos casos, frustrante, os usuários desabafam no twitter e facebook.

Twitter é a rede mais usada para reclamar da telefonia no Brasil

O Twitter é a rede social mais utilizada no Brasil para reclamar das empresas telefônicas. Isso é o que mostra um estudo feito pela WebSIA em parceria com o instituto de pesquisa Data Popular. De acordo com o levantamento, de maio a outubro deste ano, quase um milhão de clientes manisfestaram algum tipo de insatisfação com os serviços oferecidos pelas operadoras.
O microblog recebe 61,07% das reclamações, seguido do Facebook (25,57%) e dos demais blogs (8,2%).
A Tim é companhia que tem pior avaliação; 56% das reclamações. Em segundo lugar está a Vivo (16), seguida pela Claro (11%), Oi (11) e Nextel (6%).
Ainda de acordo com o estudo, o crescimento do uso das redes sociais como Serviço de Antedimento ao Consumidor (SAC) se deve a universalização do acesso à internet.
Qualidade

A sondagem também avaliou a qualidades das postagens. Mais uma vez, a Tim ficou com a pior colocação, tendo 75% de citações negativas. A Oi tem 68% de rejeição. Claro e Vivo estão em posição melhor com 48% de comentários negativos.
A única prestadora com aprovação dos usuários é a Nextel. Dos posts que citam a empresa, 57% são positivos.
Fonte: JORNAL HOJE EM DIA

As melhorias que ninguém vê @VEJA

De 3 a 256 milhões de celulares em menos de 15 anos, o crescimento foi muito rápido para empresas que não estavam preparadas para tamanha demanda, e os resultados são esses que a gente vê: Péssima qualidade e taxas altíssimas.
As tarifas de interconexão são a grande fonte de lucro da Claro, Vivo, Tim e OI, cerca de 50% são revertidos em lucros e não em melhorias.
A telefonia móvel é hoje uma grande fonte de saída de recursos do país. No Brasil o usuário de celular paga sem mesmo utilizar o serviço. Merecemos uma auditoria urgente!
Ainda não bastassem os altos valores que os clientes pagam pelo serviço, ainda recebem um péssimo atendimento nos call centers. É frustrante a falta de respeito e competência neste tipo de serviço, a impressão que temos é que os atendentes são treinados para irritar os clientes.
A Anatel deixou bem claro que fez exigências às operadoras e que elas prometeram melhorias e que a Anatel fiscaliza a cada 3 meses o cumprimento destas exigências. O que não ficou claro foi do que mesmo se trata? Quais são estas melhorias? Quanto tempo mais o consumidor terá que esperar?
Aí as operadoras novamente culpam a legislação dos municípios que impede a instalação de novas antenas para que possam oferecer melhorias, mas o que as operadoras oferecem aos municípios? A lei defender os municípios que deveriam receber aluguel pela instalação destas antenas.

João Rezende – Presidente da Anatel, concede entrevista a revista VEJA e fala sobre melhorias na telefonia.

“As operadoras se descuidaram”

Presidente da Anatel avisa que novas punições às empresas de telefonia móvel não estão descartadas. E quer que lição sirva para outros segmentos do setor, como o de serviço de internet e de TV por assinatura

“O que estamos dizendo às empresas é: se quiserem oferecer serviços de internet e de voz ilimitados, ou dar descontos e bônus agressivos, terão que investir na rede e na qualidade para dar contrapartida ao que oferecem”

À frente da Agência Nacional de Telecomunicações desde novembro de 2011, o economista João Rezende tem a missão de colocar o serviço de telefonia móvel de volta nos trilhos. Para isso, vem adotando medidas como a que, em julho, temporariamente proibiu Oi, Tim e Claro de vender chips nos estados onde receberam a pior avaliação dos usuários. Em entrevista a VEJA, Rezende apontou a falta de investimento em infraestrutura por parte das empresas como a causa principal dos problemas recorrentes na telefonia celular e ameaçou: ou elas investem em melhorias na qualidade de seu serviço ou sofrerão novas punições. Em tempo: o celular pessoal do presidente da Anatel é da nanica Sercomtel, operadora de Londrina com menos de 1% de participação do mercado. “Também enfrento problemas de sinal às vezes”, confessa.

O Brasil tinha 15 milhões de linhas telefônicas em 1995. Hoje tem 320 milhões. Estávamos preparados para um aumento dessa ordem?
No processo de privatização, a telefonia fixa foi universalizada e, hoje, apesar de problemas pontuais em uma ou outra região, ela é considerada satisfatória. No caso do serviço móvel, que nasceu com cerca de 3 milhões de celulares e hoje tem 256 milhões, o crescimento do número de usuários não foi acompanhado por um aumento nos investimentos. E esse descompasso trouxe problemas de qualidade.

Que problemas?
A ausência de sinal em alguns lugares e a ineficiência nos serviços de atendimento ao cliente, como os call centers, que não resolvem as queixas dos usuários. Todos nós já experimentamos um sentimento de frustração ao falar com um atendente que deveria ajudar, mas não o faz. Para se ter uma ideia, no ano passado a Anatel recebeu quase 6 milhões de chamados em seu call center. Isso acontece porque as pessoas não conseguem resolver seus problemas nas empresas, e, por isso, recorrem a nós. O problema principal é o alto índice de queda das chamadas. Foi esse o indicador que nos levou a tomar a decisão de punir as empresas há dois meses, quando paralisamos temporariamente a venda de chips. O tolerável é que esse problema ocorra a cada duas chamadas, dentre 100. Em alguns casos, como o da TIM, de cada 10 ligações, 7 não eram completadas. Isso é inaceitável.

A TIM fazia isso de propósito?
Ainda não sabemos e estamos aprofundando as investigações. Se elas indicarem que se tratava de uma ação proposital, teríamos um desvio de conduta absurdo.

Os problemas que o senhor cita não são problemas novos. Por que a Anatel só agiu agora?
Durante um ano, acompanharmos a deterioração dos serviços. A decisão de proibir as vendas não é uma medida fácil de ser tomada. Ficamos um mês discutindo qual seria o melhor caminho. Mas o serviço vinha piorando muito ao longo do último ano. Achamos que era a hora de agir.

As empresas alegaram que a punição foi dura demais.
De fato. Mas tomamos essa medida porque ela tinha um caráter pedagógico. Poderíamos ter aplicado multas, e a Anatel faz isso desde que nasceu, mas achamos que essa era uma forma de deixar claro para as empresas que elas precisam focar em resolver os problemas e prestar um serviço de qualidade. A Anatel não quer fazer o papel de carrasca, mas não podemos nos omitir diante dos problemas. E as empresas não vinham cumprindo os cronogramas que estabelecíamos para a resolução dos problemas. Elas precisam compreender que têm responsabilidades com seus usuários. A Anatem emitiu um sinal que serve de aviso para outros segmentos do setor, como o serviço de rádio provido pela Nextel e as TVs por assinatura.

Mas as punições funcionam?
Veja o caso do Speedy em 2010: quando houve uma crise de qualidade, a venda foi paralisada pela Anatel. Com isso, houve uma melhora significativa no serviço prestado, que hoje já não é mais alvo de tantas reclamações. É evidente que os problemas não serão resolvidos num passe de mágica. E a cobrança do consumidor é importante – ninguém quer perder clientes. Nesse caso, a medida que tomamos mexeu com a imagem das empresas. E elas devem saber que as reclamações chegam à Anatel, que isso não ficará inerte. Em relação às quedas de chamadas, por exemplo, determinamos que, se sua ligação cair, você pode ligar de volta em até dois minutos sem pagar nada. Daremos um prazo para as empresas implantarem essa medida e vamos exigir que isso seja cumprido. Evidentemente, trata-se de uma medida paliativa. Nosso interesse é que a chamada não caia.

E o que está sendo feito para resolver esses problemas de uma vez por todas?
Antes de liberar a venda de novo exigimos um plano de investimentos de cada empresa. E a cada três meses faremos uma avaliação para saber se o nível da qualidade do serviço melhorou. Além disso, novas punições não estão descartadas, inclusive com uma nova paralização das vendas. Mas é evidente que esperamos que uma medida dessas não seja necessária novamente. A causa dos problemas é a falta de infraestrutura. As empresas precisam investir no aumento de suas redes. Estou me referindo à construção de torres de transmissão e de linhas de longa distância, por exemplo. Esse esforço é absolutamente necessário para que a base de assinantes de uma empresa cresça sem comprometer a qualidade do serviço. Fazer esses investimentos é responsabilidade das operadoras.

E por que elas não estão cumprindo com essa responsabilidade?

Elas alegam que há entraves burocráticos, como as legislações de alguns municípios, que criam regras complexas e acabam dificultando a construção de novas torres em seu território. Concordamos que essa questão deve ser discutida e a punição da Anatel suscitou debates sobre a necessidade de se criar uma legislação federal para a instalação de antenas – já há projetos no Congresso tramitando em relação a isso. Mas, do ponto de vista do órgão regulador, os investimentos têm que ser feitos de qualquer maneira, à medida que a base de assinantes cresce. É uma regra comum a qualquer setor do comércio. Se você tem um restaurante e passa a receber mais clientes, você precisa aumentar o número de mesas, funcionários e garçons. É uma coisa natural. As empresas se descuidaram nessa questão e a Anatel recolocou isso no centro do debate. Queremos que elas entendam que a eficiência não compreende só o retorno do acionista ou o número de linhas vendidas, mas também a qualidade de atendimento ao usuário.

As empresas de telefonia celular estão mentindo para o consumidor?
Eu não diria isso, mas elas não podem criar falsas expectativas, anunciando serviços que não conseguem prover. A Anatel não quer se intrometer na estratégia comercial das empresas. Isso seria um tipo de intervenção excessiva. Mas, o que estamos dizendo a elas é: se quiserem oferecer serviços de internet e de voz ilimitados, ou dar descontos e bônus agressivos, terão que investir na rede e na qualidade para dar contrapartida ao que oferecem.

Elas estão vendendo mais do que podem aguentar?
Algumas empresas, às vezes localizadamente, às vezes generalizadamente, estão. Sabemos que há uma demanda crescente sobre o mercado de telecomunicação, principalmente por conta da expansão das classes C e D. Veja o caso das TVs por assinatura: hoje, temos 3 milhões de novos assinantes a cada ano. A expectativa é que 40 milhões de domicílios tenham essa tecnologia em casa nos próximos seis anos. No caso da telefonia móvel, hoje há apenas 70 milhões de celulares com internet – os outros 190 milhões ainda são clientes em potencial. Portanto, o mercado brasileiro é muito atrativo para investimentos. E é claro que queremos que o mercado cresça. Mas não sem qualidade. E estamos fiscalizando as empresas para saber se as melhorias ocorrerão de fato.

A Anatel tem ficais em número suficiente para essa tarefa?

Hoje temos 700 pessoas fazendo esse trabalho em todo o Brasil. Mas eu diria que precisamos muito mais de tecnologia do que de gente. Estamos investindo na modernização de nossos processos de fiscalização, pois temos metas a cumprir para a Copa do Mundo, como dar cobertura 4G às cidades da Copa. Aliás, vamos receber 175 milhões de reais do G-Copa para ajudar nessa questão.

Não é premeditado falar em tecnologia 4G quando ainda temos problemas graves com o 3G?
A obrigação da implantação do 4G é também uma forma de dizer às empresas que elas precisam resolver os problemas do 3G imediatamente. O compromisso inclui oferecer o 3G aos 1.200 municípios brasileiros que ainda não o tem. E acreditamos que a tecnologia 4G estará em funcionamento a tempo – essa é uma obrigação contratual que as operadoras têm com a Anatel. Caso a implantação não ocorra, podemos até executar a garantia do contrato, que chega perto de 7 bilhões de reais. Mas não acreditamos que isso será necessário. Esse é um mercado atrativo porque cada vez mais as pessoas querem usar aplicativos e acessar as redes sociais nos celulares. O Brasil tem um grupo de consumidores interessadíssimos em tecnologia. É um grupo de pessoas que pensa móvel. Ninguém sai de casa para o trabalho sem celular. As pessoas sequer se imaginam sem ele. E a chegada da internet trouxe um processo irreversível a esse mercado. Com a revolução tecnológica que se aproxima, o Brasil pode chegar a ter um bilhão de dispositivos móveis. Nesse cenário, carros e geladeiras terão chips. Há infindáveis aplicativos por vir. As empresas não querem nem podem ficar de fora.

Quanto é preciso investir para implantar novas tecnologias e sanar os problemas?
Considerando o setor de telecomunicações como um todo, as empresas precisem investir 380 bilhões de reais nos próximos dez anos para evitar que tenhamos crises recorrentes. O governo tem ajudado com desonerações para investimentos em redes novas. E a Anatel vai incentivar um maior compartilhamento de infraestrutura entre as operadoras de telefonia celular.

Como?
Criamos um plano que vai obrigar as empresas que detêm poder de mercado significativo a compartilhar sua infraestrutura com outras companhias – claro que não de graça. Vamos incentivar o compartilhamento de dutos, canaletas e postes, por exemplo. Isso daria mais eficiência às redes existentes.

Essa medida não pode ser considerada injusta para as empresas mais bem equipadas?
Repito: isso não seria de graça. A empresa detentora da infraestrutura pode cobrar das que não detêm. Elas também poderiam fazer trocas: uma usaria a instalação da outra em uma região em troca de fazer o mesmo em outro local. Já existem empresas construindo linhas de transmissão de dados que vão de São Paulo a Manaus em conjunto. É importante que elas maximizem o uso de seus recursos, inclusive fazendo alguns investimentos consorciados. Em municípios onde há dificuldades de instalação, o ideal seria que as empresas construíssem, em consórcio, uma torre com várias antenas. Esse não é um caminho fácil, mas é necessário para que elas consigam preencher algumas lacunas. Não estamos falando de uma empresa doando para outra. O mais importante é que elas deixem de ser resistentes em relação a isso e passem a enxergar que essa medida pode ser a solução para muitos problemas.

Ter mais competidores também ajudaria?

Hoje temos cinco empresas de telefonia celular disputando clientes – há muitos outros países com menos. Mas é claro que há nações com serviços de telefonia melhores do que os nossos, como a Espanha e a França, por exemplo. Mas já temos uma competição saudável, o que não quer dizer que a Anatel não possa atrair novos investidores para o mercado no futuro, para atuar em outras frequências.

Quantos celulares o senhor possui?
Dois: um da Claro, que é corporativo, e um da Sercomtel, uma empresa de Londrina da qual fui presidente. Mas, como todo mundo, de vez em quando também enfrento problemas de sinal.

fonte: VEJA

#Operadoras dificultam informações sobre tarifas da #telefonia móvel

Segundo relatório da Anatel, o país fechou o mês de julho com 256,41 milhões de linhas de telefones móveis e vem liderado pela empresa Vivo, que possui o maior número de linhas. O mercado de telefonia está cartelizado, e não é a quantidade de linhas telefônicas utilizadas que irá fazer com que as taxas e tarifas cobradas pelo uso do telefone diminuam.

Segundo o site Bahia Negócios “o País já está com a teledensidade de 130,49 acessos por 100 habitantes o que representou um crescimento de 0,11% em relação a junho de 2012”.

Nesta pesquisa constante que venho fazendo sobre as tarifas telefônicas, encontrei um site que faz conexão entre brasileiros que vivem na Irlanda. Clique aqui e conheça o blog  A discussão sobre telefonia entre eles é qual o menor custo de em ligações para o Brasil.

Na Irlanda, o minuto em ligações internacionais (Irlanda – Brasil) custa de 0, 14 centavos a 1,00 de euro dependendo da operadora, veja no quadro:

1 Euro é igual a R$2,49, então, uma ligação da Irlanda para o Brasil pode custar aproximadamente 0,35 centavos de real.

Na curiosidade de responder a pesquisa dos brasileiros que moram na Irlanda realizei uma simples pesquisa que, para minha surpresa durou 1h e 33min.

Iniciei ligando para a operadora VIVO, para o numero 1058, depois de 7 minutos de espera passando por um longo MENU o atendente Wendel me informou que a Vivo não dispõe desta informação. Que não é possível informar o valor do minuto de uma ligação feita de um celular da operadora VIVO para um celular na Irlanda, independente se eu fornecesse ou não o nome da operadora a qual eu gostaria de contatar. Para constar, anotei o numero do protocolo de atendimento: 20121092645877.

A segunda operadora contatada, ou melhor, que tentei contatar foi a CLARO. O número discado foi o 1052. Após 26 minutos aguardando na linha, desisti e desliguei o telefone.

A terceira operadora foi a OI que informou que somente celulares pós pago podem fazer ligações internacionais. Após 10 minutos em uma ligação extremamente conturbada, um atendente chamado Alisson, extremamente mal educado, encerrou a ligação sem que eu tivesse esclarecido minhas duvidas. Retornei  a ligação e fui atendido pela Letícia, que levou 12 minutos para dizer que não tem acesso a esta informação. Que somente procurando uma loja da OI eu teria acesso a estes dados. Para constar o protocolo OI é: 201200137489414.

E por fim: a operadora “sem fronteiras” TIM, telefone 1056, em 7 minutos, através da atendente Ketlin me deu a seguinte informação: Ligações de celular pré pago para qualquer celular no exterior custa R$ 4,49 por minuto e mensagem SMS custa R$1,49. Em celular pós pago a ligação custa U$ 2,90 por minuto e U$ 0,89 por SMS. Valor que equivale em reais a 6,29 por minuto de ligação e R$1,93 por SMS. Protocolo: 2012212207864.

Então queridos brasileiros que moram na Irlanda, melhor vocês ligar para o Brasil e não esperem retorno dos brasileiros, considerem que não é a amizade que vai mal, é o valor da tarifa que está intragável.

Em um país com 256,41 milhões de linhas de celular, qual será a lucratividade das operadoras deste serviço, que oferece tão pouco retorno para os usuários? Fiquei imaginando como será com os estrangeiros que virão pra o Brasil durante a copa do mundo. Se precisarem usar um telefone móvel do Brasil serão altamente tarifados.

#Anatel não uma relação muito próxima com os órgãos de defesa do #consumidor

A atual gestão administrativa da Anatel têm todas as oportunidades de fazer história e mudar as telecomunicações no Brasil. Acontece que é evidente a falta de atendimento ao consumidor que vem sendo explorado há vários anos.
O documento do TCU citado na matéria ao lado, comprova que há muito tempo a Anatel vêm compactuando com as operadoras de telefonia móvel neste país. A exploração é tão grande que somos as maiores tarifas do mundo e por que não dizer: o pior atendimento também.
Chega de analisar e analisar, está mais do que na hora de resultados, estamos trabalhando com afinco para que a implantação da CPI das telefonias aconteça com a maior brevidade possível.

Anatel foi alertada há seis anos sobre problemas com operadoras

Segundo relatório do TCU, houve uma demora excessiva da agência de regular, fiscalizar e cobrar por melhorias de qualidade dos serviços de telecomunicações.

A Anatel fiscalizou tardiamente as operadoras de telefonia móvel. Essa é a constatação de um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), finalizado em 18 de julho deste ano ao qual Época NEGÓCIOS teve acesso.   “Houve uma reação tardia da Anatel na implantação de ações integradas de fiscalização de questões que têm tido maior demanda por parte dos usuários dos serviços de telefonia”, aponta o relatório.

O documento relata que a Anatel foi informada há seis anos dos problemas com os serviços das operadoras, mas até agora somente um terço dos pedidos foi atendido. “Constatou-se o baixo grau de efetivo cumprimento das determinações, passados mais de seis anos do conhecimento, pela Agência, da deliberação deste Tribunal [o TCU], uma vez que 73% das determinações se encontram parcialmente cumpridas ou em cumprimento, de modo que apenas 27% delas foram efetivamente cumpridas”.   Procurada por Época NEGÓCIOS, a Anatel disse que ainda está analisando o relatório e afirmou que só se manifestaria depois dessa análise.

Dentre as determinações do documento, está a de que a Anatel precisa exigir padrões de qualidade dos prestadores de serviços compatíveis com as exigências dos usuários. O documento afirma que nos últimos anos as ações da Anatel “não apresentavam a efetividade necessária para garantir o cumprimento dos requisitos de qualidade estabelecidos na regulamentação”.   Apenas neste ano, a Anatel resolveu intervir mais pesadamente na atuação das operadoras. No dia 23 de julho, a agência suspendeu as vendas de chips da TIM, da Oi e da Claro, motivada pelo alto índice de reclamações dos usuários – a Vivo não entrou porque, segundo a Anatel, não liderava as reclamações em nenhum estado. Mas a suspensão não durou nem duas semanas. A Anatel liberou as vendas no dia 2 de agosto depois de as operadoras apresentarem planos de investimentos e promessas de melhoria de qualidade.

O TCU aponta que houve uma demora excessiva da Anatel em regular, fiscalizar e cobrar por melhorias de qualidade dos serviços de telecomunicações. Alguns dos motivos da demora são a falta de sistematização de procedimentos e pouca integração entre as áreas internas da agência.   Em 2011, entre as dez primeiras empresas listadas no Ranking de Fornecedores Mais Reclamados, divulgado pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, quatro são de operadoras de telefonia. “Os avanços na melhoria da qualidade de atendimento aos usuários foram tímidos no período”, segundo o TCU.   Para piorar, a Anatel não realiza uma pesquisa de satisfação de usuários desde 2002. Em 2011, foi iniciada uma pesquisa que não foi finalizada. Ou seja, ela não possui mecanismos de avaliação da satisfação do usuário em relação ao seu serviço de atendimento há quase dez anos.   Além disso, o TCU também aponta que a Anatel não acompanha os dados de atendimentos das operadoras de celular. Ela fez o acompanhamento apenas para o serviço de telefonia fixa.

Fiscalização e órgãos de defesa do consumidor

Para melhorar a fiscalização, o TCU recomendou que a Anatel fizesse fiscalizações preventivas periódicas, na forma de auditorias ou sistemas de monitoramento, nos serviços prestados pelas operadoras em tempo real. A Anatel tomou essa medida em 9 de agosto deste ano. Ela anunciou um novo regulamento de fiscalização para acessar em tempo real os sistemas, aplicativos e facilidades tecnológicas das operadoras com o propósito de obter informações para fins de fiscalização. Também no início de agosto, a agência criou um grupo de trabalho com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para monitorar reclamações e preparar, nos próximos 180 dias, um termo de cooperação para a proteção dos direitos dos usuários de celulares.

Mas a fiscalização não poderá ser feita de maneira eficaz se a Anatel não estiver totalmente integrada com os órgãos de defesa do consumidor. Segundo o TCU, foi verificado que a agência não estava integrada com esses órgãos.   O TCU relata que a agência prometeu criar uma área para tratamento das demandas de usuários e de outros órgãos. Nesse relatório, consta que a Anatel firmou um acordo com o Idec em 2008. “Não havia um canal de comunicação entre o Idec e a Anatel. Não existia um relacionamento direto”, afirma Veridiana Alimonti, advogada do Idec.   Para atender às demandas e ampliar o relacionamento, o Idec recebeu um subsídio de US$ 1 milhão do Fundo Multilateral de Investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FUMIN). “O acordo foi feito para levar a agência a ser mais transparente e ampliar o espaço de participação dos órgãos de defesa e da população”, afirmou Veridiana. Ele teve duração de 24 meses e já não está mais em vigor. Os resultados? “O acordo abriu as portas para esse problema de modo formal. Os resultados vamos colhendo aos poucos”, disse a advogada.

Passados os 24 meses do acordo, no entanto, a relação da Anatel com o Idec é mais limitada. O órgão encaminha cartas para a agência e a notifica sobre as reclamações recebidas. Mas, segundo a advogada do Idec, ainda há demora nas respostas. “A Anatel precisa ter uma dinâmica mais ágil nesse sentido”, diz. Para ela, uma das soluções para começar a melhorar o processo regulatório da agência é considerar os dados do Sindec – Sistema de Informação em Defesa do Consumidor, que reúne informações de mais de 80 Procons. “Não adianta resolver os problemas do consumidor individualmente”, disse.

Com o Procon, a Anatel ainda está ensaiando uma aproximação. “Estamos em tratativas para a celebração de um termo de cooperação”, afirma Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon-SP. Ele avalia que o relacionamento com a Anatel vem se estreitando e que, para melhorar a relação, a agência deveria levar em consideração o número de reclamações que chegam aos Procons. Para Góes, a agência precisa ainda exigir das empresas o aumento do índice de solução das demandas.   A aproximação, no entanto, não aconteceu com todos os órgãos de defesa do consumidor. De acordo com a Proteste, a relação com a Anatel é “conflituosa porque a agência trabalha mais em prol das empresas do que do equilíbrio do mercado”. A agência, segundo o órgão, não tem interesse em dar solução para os problemas do consumidor. “A associação mantém várias ações judiciais contra atos da agência que prejudicam o consumidor”, relata a Proteste. O órgão cita que a Anatel é um órgão muito fechado, falta transparência e o marco regulatório do setor não avançou. “Ficou claro nesse processo da suspensão temporária das vendas das operadoras de celulares que ela não tem nenhuma autonomia. As entrevistas sobre as decisões tomadas partiram do ministro e não do presidente da agência”, afirmou o órgão em declaração via e-mail.

fonte: ÉPOCA

#Telefonia móvel: É hora de acabar com as altas tarifas e os serviços precários

Como já venho afirmando, a telefonia no Brasil é sem dúvida a campeã em reclamações e insatisfação dos consumidores. As operadoras faltam com respeito com os clientes, além da falta de sinal, preços abusivos, quando o cliente reclama, é obrigado a passar por procedimentos desrespeitosos, em que durante vários minutos é obrigado a ouvir um inacabável menu, e na maioria dos casos quando finalmente consegue falar com um atendente, ou cai a ligação, ou o funcionário é mal educado, ou ainda o cliente é repassado a outro atendente. É hora disso acabar!
Tendo em vista as inúmeras reclamações dos consumidores é que desde que assumi meu cargo na Câmara Federal, venho pesquisando e elaborando a instalação de uma CPI junto ao Congresso Nacional. Elaborei uma cartilha informativa, com dados e uma completa pesquisa sobre a telefonia móvel, e estou, até o presente momento, com 162 assinaturas para finalmente concretizar esta Comissão Parlamentar de Inquérito.

De acordo com o Ministério da Justiça, Claro está na frente no número de reclamações

De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, que consolida dados de 24 Procons estaduais e mais 146 Procons municipais, as empresas operadoras de telefonia celular foram as campeãs brasileiras de reclamações no primeiro semestre.

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012, foram registradas pelo sistema 861.218 demandas. Dessas, 78.604 (9,13%) foram relativas às operadoras. O número supera o volume de reclamações contra operadoras de cartão de crédito, bancos e telefonia fixa, entre outros setores também demandados pelo consumidor.

Segundo o Ministério da Justiça, as três principais reclamações são cobrança indevida/abusiva e dúvidas sobre cobrança/valor/reajuste (54,98% dos registros); rescisão e alteração unilateral dos contratos (11,28%); além de ‘serviço não fornecido e vícios de qualidade’ (6,94%).

Entre as empresas, a Claro é a campeã de reclamações: 26.376 demandas nos Procons (37,56%) do total. Em segundo lugar fica a Vivo (15,19%); seguida pela TIM (14,55%) e pela OI (14,44%).

Neste momento, o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, está reunido com representantes da operadora Claro. Está é a primeira reunião após a suspensão da venda de serviços da empresa em três estados — São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que fossem suspensas as vendas das operadoras Tim, Oi e Claro. Para voltar a vender os serviços suspensos, as operadoras terão que elaborar um plano de ação de investimento e de qualidade de serviços.

Fonte: Zero Hora