Um bom uso para cabines de telefones públicos

Temos que mudar culturas no Brasil! Os cidadãos estão tão acostumados a pagar muito e receber tão pouco que já nem mais reclamam.
Nós queremos tarifas acessíveis para usar o celular, mas por que não exigir um pouco mais. Veja que exemplo a ser seguido pelo mundo este de Nova Iorque: Cabines de telefones viram bibliotecas!
Pena que o final desta história não foi como esperávamos, mas aqui no Brasil temos um ditado popular muito comum: “sou brasileiro e não desisto nunca”! Que tal pensarmos em algo do tipo internet grátis em cabines de telefones, sei que esta idéia já foi dada por diversas vezes, quem sabe seja essa uma boa hora de considerá-la. Veja a foto, é outro projeto de NY.

THE NEW YORK TIMES 17/09/2012

Para o bibliotecário-guerrilheiro, é hora de rever as cabines telefônicas

“Cabines viram estantes cheias de livros em Nova York”

NEW YORK — O melhor momento para transformar um telefone público em uma biblioteca circulante é um domingo de manhã cedo, disse John H. Locke, um desenhista arquitetônico que talvez seja o maior especialista do mundo nesse assunto.

“Não há muitas pessoas na rua”, disse ele. “Você pode simplesmente descer, encontrar uma boa cabine e tomar posse. Leva segundos. E depois apenas a encha de livros e espere para ver o que acontece.”

No inverno passado, Locke desenhou um conjunto de prateleiras leves para se encaixar nas cabines telefônicas da marca Titan, comuns na cidade de Nova Iorque. Um fabricante no Brooklyn cortou as prateleiras, que Locke pinta e monta em seu apartamento. Até agora, ele realizou quatro instalações, a mais recente na Avenida Amsterdam com Rua 87 Oeste, pouco antes das 8 da manhã de um domingo.

Locke instalou uma estante verde-limão e a abasteceu de livros para crianças e romances.

Ele mal havia virado a esquina quando um homem que estava parado diante da padaria começou a folhear os títulos e escolheu “O Iluminado”, de Stephen King.

O que acontece com as instalações depois dos primeiros minutos é uma espécie de mistério para Locke. Ele as verifica periodicamente, até que desaparecem —depois de alguns dias ou algumas semanas. Para ele está bem assim.

“É uma coisa espontânea, que simplesmente surge em certos locais”, disse.

“As pessoas gostam, sentem-se inspiradas por ela, mas depois ela desaparece novamente.”

As bibliotecas têm seus fãs. Editoras, livrarias e vizinhos procuraram Locke para doar livros para futuras instalações. O projeto atualmente está sendo apresentado na publicação “Spontaneous Interventions”.

Se algum elemento das ruas das cidades pedia uma reconceitualização, parece que era o telefone público. O Departamento de Tecnologia de Informação e Telecomunicações da cidade começou a solicitar idéias em junho sobre o que fazer com os 13 mil telefones públicos que restam em suas calçadas.

Não que eles sejam completamente obsoletos. O telefone público médio aqui foi usado para seis ligações por dia em 2011. E os telefones públicos deram para a cidade uma receita de US$ 18 milhões no último ano fiscal, a maior parte por publicidade exposta na lateral das cabines.

Como a agência detestaria dispensar esse dinheiro, ela está considerando sugestões de transformar as cabines telefônicas em mapas do bairro com telas sensíveis ao toque; transformá-las em estações para carregamento para dispositivos móveis ou carros elétricos; ou usá-las como dispensários para higienizadores manuais. Ela também está envolvida em um projeto piloto para usar os telefones públicos como pontos de internet sem fio.

Locke, que tem aversão a publicidade nas ruas, disse que não queria saber da iniciativa municipal. Ele publica os projetos de suas prateleiras em seu site na web, na esperança de que as pessoas instalem suas próprias versões.

Depois que Locke instalou as prateleiras e voltou para casa para tomar o café com sua namorada, chegaram quatro homens muito interessados no projeto.

Eles falavam em tom abafado e olhavam para os dois lados do quarteirão. Um fingiu usar o telefone que aparece no meio da estante. Então, vendo que a rua estava “limpa”, eles esvaziaram as prateleiras. Tudo foi para seus sacos plásticos azuis, desde “Liderança: um guia prático para construir escolas excepcionais”, de Paul Bambrick-Santoyo, aos “Contos” de F. Scott Fitzgerald.

Os homens puseram os sacos nas costas e foram embora.

Deixaram para trás uma estante vazia, agora inútil —a menos que alguém realmente quisesse dar um telefonema.

Fonte: O POVO on line

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#Celulares podem auxiliar na #Educação

Os benefício que os telefone celulares podem proporcionar são inúmeros, a ascensão das novas tecnologias estão utilizando os telefones celulares como métodos de aprendizado, por ser móvel e de fácil acesso.
Enquanto no Brasil, os proprietários de aparelhos têm dificuldade de utilizar a “tal” mobilidade prometida.
O celular poderia ser utilizado em qualquer lugar se tivesse sinal e preço acessível. As pessoas poderiam navegar na internet no caminho do trabalho, dentro do ônibus ou enquanto aguardam em filas. Tempo que estaria sendo aproveitado para o aprendizado.
Na Irlanda um projeto nestes moldes já formou mais de 54 mil leitores on-line e já exportou esta idéia para a Alemanha, Turquia e Quênia.
Pessoa que estão fora da idade escolar muitas vezes não tem tempo e tem até vergonha de freqüentar a escola, mas com um acesso fácil, como é o caso da internet via celular, estas pessoas poderiam reaproveitar melhor seu tempo para o aprendizado.
No Brasil, onde a maioria da população tem aparelhos celular, não será difícil de implantar um sistema de alfabetização on-line a partir do momento em que a internet móvel venha a funcionar da maneira anunciada.

Celular e TV ajudam a alfabetizar

A popularização dos televisores e dos telefones celulares, disponíveis a quase dois terços da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), começa a ser explorada como arma de combate ao analfabetismo funcional. Na Índia, por exemplo, um método desenvolvido pelo professor Brij Kothari, do Indian Institute of Management (IIM), tem ajudado jovens e adultos com pouco acesso a livros e revistas a desenvolverem a leitura e a escrita. Na Europa, um programa educacional criado pela suíça Ursula Suter tem contribuído na qualificação profissional de desempregados e moradores de ambientes rurais.

O maior acesso à tecnologia também começa a ser explorado no Brasil, onde o matemático José Luis Poli trabalha num aplicativo eletrônico para o combate à evasão escolar.

A dificuldade na leitura e interpretação de textos, que atinge aproximadamente 24% da população mundial, tem representado um obstáculo para o crescimento econômico de países desenvolvidos e emergentes, sobretudo por conta da escassez de mão de obra qualificada. Uma pesquisa do Instituto Global McKinsey, realizada em 70 países, avalia que, nos próximos 20 anos, a falta de mão de obra pode levar à estagnação da economia mundial.

No Brasil, onde 20,3% da população apresentam algum grau de analfabetismo funcional, a escassez de trabalhadores qualificados produziu o aumento, no primeiro trimestre deste ano, do número de autorizações de trabalho concedidas a estrangeiros.

– Estudos mostram que a leitura voluntária melhora as notas escolares e, consequentemente, a performance do aluno para atender às demandas profissionais – explica o alemão Juergen Boos, diretor da Feira de Frankfurt, um dos principais fóruns mundiais de discussão sobre educação.

Uma das soluções encontradas para combater o analfabetismo funcional foi desenvolvida na Índia, que adotou um método chamado Same Language Subtitling (SLS), criado por Brij Kothari, fundador da entidade sem fins lucrativos PlanetRead. O programa insere legendas, no idioma hindi, em atrações e filmes transmitidos pela televisão indiana, um dos meios de comunicação mais populares no país. A estratégia é fazer com que pessoas com um nível de alfabetização baixo associem a fonética das palavras com sua grafia, o que, na avaliação do professor indiano, leva a um “aprendizado automático”.

O procedimento é oferecido hoje a cerca de 150 milhões de pessoas em instituições de ensino indianas e por meio da rede pública de televisão Doordarshan, que, desde 2006, adotou a legenda em algumas atrações.

Outro método que vem obtendo êxito é o desenvolvido pela educadora Ursula Suter, fundadora do empreendimento social Avallain AG. Com o objetivo de reduzir o analfabetismo funcional na Irlanda, país onde 25% dos adultos apresentam dificuldades de leitura, a professora suíça criou uma plataforma on-line, com atividades lúdicas, na qual os usuários treinam a compreensão e a escrita em situações do dia a dia, como numa entrevista de emprego ou em compras no supermercado. O programa, inserido na proposta de e-learning, com apoio do governo irlandês, já formou 54.741 leitores, muitos deles desempregados e moradores de ambientes rurais. Com os bons resultados, o método já foi exportado para Alemanha (382.250), Turquia (4 mil) e Quênia (200).

– Com o maior acesso a computadores e celulares, é possível superar barreiras no processo de alfabetização de jovens adultos. A falta de opções de transporte público, a falta de tempo e a timidez afastavam as pessoas das escolas de formação. Em casa, no entanto, na frente do computador, o aprendizado é confidencial, e as pessoas conseguem encontrar tempo para exercitar a leitura e a escrita – avalia Ursula Suter.

No Brasil, onde 72% da população têm telefone celular, o matemático José Luis Poli trabalha num programa para smartphones que oferece atividades de leitura e escrita para crianças e adultos. O aplicativo, em fase de teste, conterá 4.800 exercícios de português, matemática e ciências. O matemático pretende, numa segunda fase, oferecer cursos profissionalizantes por meio do celular. O projeto educacional tem sido testado em escolas no interior de São Paulo com crianças, adultos e portadores de necessidades especiais. Em 2013, Poli quer testar o aplicativo com 5 mil pessoas de todo o país. No ano seguinte, tentará apresentar o método educacional ao governo federal.

Fonte: Yahoo Notícias

Telefonia: Brasil tem mais celulares que habitantes e maior numero de assinantes 3G da América Latina

Está claro que as empresas de telefonia móvel podem oferecer a comodidade e conforto que o consumidor quer. O que não é justo é que sejam cobradas tarifas tão abusivas para um serviço que ainda está muito longe de ser um bom serviço.

Brasil tem 60% da banda larga móvel 3G da América Latina
O Brasil foi responsável por 60% das assinaturas de banda larga móvel 3G na América Latina, segundo levantamento feito no primeiro semestre pela 4G Américas, que reúne provedores de serviços e fabricantes do setor.
O país alcançou 58,6 milhões de assinaturas de um total de 98,2 milhões estimadas na região. Em seguida estão México com 11%, Argentina (7%) e Chile (5%).
Ainda há espaço no mercado brasileiro. Entre os 265 milhões de celulares no país até junho de 2012, apenas 30% utilizam a banda larga móvel.
Os números dão a dimensão do impacto que a suspensão da Anatel pode ter sobre as operadoras, segundo especialistas.
“O Brasil tem 29,6% de penetração para a banda larga móvel. Com o mercado saturado em voz, onde está a maior parte do problema, os impactos da medida devem também recair sobre os dados”, afirma Erasmo Rojas, da 4G Americas.
“O tráfego de dado também cai, mas o reflexo em voz é maior, pois representa mais sobre a receita de empresas”, diz Elia San Miguel, do Gartner.
Na Oi, estima-se que os cinco Estados suspensos respondam por 5% das vendas mensais da companhia, o que inclui voz e dados.
“Nossa projeção para o mercado de telefonia móvel em 2012 foi reduzida de 15,5% para 12% ante 2011. O impacto para banda larga móvel também é relevante”, diz Camila Saito, da Tendências.
Fonte: Folha de São Paulo