Mortes no trânsito

A estradas do Rio Grande do Sul estão cada vez mais precárias.  A cada dia são registrados mais e mais acidentes em estradas que estão em situações deploráveis. Seria um desafio às autoridades governamentais do RS percorrer estes trajetos dos quais nos referimos, como é o caso da região norte, noroeste e central. Somente quem trafega por estes trechos sabe do que estamos falando: estradas em péssimas condições de trafegabilidade, acostamentos inexistentes, falta de sinalização, estradas mal projetadas, pavimentação precária, engenharia rodoviária pífia. Razões suficientes para causar tantas mortes. Os governos querem sempre culpar a imprudência dos condutores, mas o caso NÃO É SEMPRE ESTE. Estamos diante de um apagão rodoviário gaúcho que proporcionalmente (habitantes por número de mortes) mata mais no interior do RS que em regiões densamente povoadas, como Porto Alegre.

Muitos dos acidentes fatais ocorridos em nossas estradas asfaltadas tem acontecido em razão da aquaplanagem.  A responsabilização de quem fiscalizou a construção, de quem construiu, e de quem dá a manutenção precisam ser apuradas. Não é possível que se constitua numa impunidade a responsabilidade de quem teve uma certa ligação gerencial com essas obras que são entregues para a sociedade! Essas rodovias mal feitas que possibilitam o acúmulo da água na pista teve erro lá no inicio da constituição da obra, nas fases da terraplanagem e na execução da sub-base e da base com brita graduada.
Se houvesse uma fiscalização mais severa nessas três fases, logo se constataria se o critério de caimento do eixo para as bordas de 3% estava sendo observado. O DAER, DNIT e nossas Agências Reguladoras têm se mostrado ineficientes na fiscalização, parece haver uma relação de “compadres” nesse quesito! A morte do Nelson e Cristina Teres, do Orlando e Renita Steffen poderiam ter sido evitadas! Se ali tivéssemos uma pista com caimento de 3% do eixo da pista para as bordas!
Basta fazer uma perícia técnica para constatar! Quem vai reparar a família que perde seus entes? Conheci o Nelson e sou capaz de apostar tudo que ele estava na velocidade restrita e segura para ocasião.
BRASIL! Estou lutando contra as injustiças praticadas contra o povo, e essa será minha próxima batalha.

14331796Quatro pessoas morrem em colisão envolvendo carro e caminhão no Norte
Fiesta colidiu com um caminhão na rodovia Carazinho-Sarandi (BR-386)

Um acidente matou quatro pessoas na tarde desta quarta-feira, em Almirante Tamandaré do Sul, no norte do Estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Carazinho, um Fiesta colidiu frontalmente com um caminhão na rodovia Carazinho-Sarandi (BR-386), no km 160, por volta das 14h30min.

Os passageiros do veículo, Orlando Aloysio Steffen, 62 anos, Renita Lúcia Steffen,52 anos, e Ana Cristina Teres, 41 anos, morreram no local. O motorista Nelson Teres, 49 anos, foi socorrido e encaminhado em estado grave ao Hospital de Caridade de Carazinho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Chovia forte no momento do acidente. Com o impacto, os veículos pararam no acostamento da rodovia, que está parcialmente bloqueada.

O trânsito segue lento no local, em meia-pista. O motorista do caminhão não ficou ferido. Veículo que ele conduzia está carregado com móveis e tem placas de Cidreira.

Conforme a polícia, o trecho não é duplicado e está em boas condições de conservação, mas a rodovia possui muitas curvas sinuosas, o que exige maior atenção dos motoristas. Colisão teria ocorrido na saída de uma curva.

Há menos de um mês, um acidente matou sete pessoas na mesma rodovia, em outro trecho não duplicado. Três veículos colidiram no trecho que liga Soledade a Fontoura Xavier, no km 257.

fonte: ZERO HORA

#Telefonia: Altos custos, baixa qualidade #21 @folha_com

O significado de CARTEL segundo a Wikipédia é: um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação[1] ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

Os cartéis que comandam a telefonia no país, são empresas estrangeiras e seu maior interesse no Brasil é a lucratividade. Neste país onde facilmente é possível fazer acordos com empresas privadas.

Se não houver maior fiscalização no sistema de telefonia, a evolução do serviço continuará como nos últimos anos sem qualidade e com altos custos.

Esse assunto é de interesse de todos, afinal, quem não utiliza o celular hoje em dia?

Faça parte desse debate, apoie a CPI DAS TELES, que irá investigar por que o Brasil tem a segunda maior tarifa de celular do mundo.

Análise: Custo e qualidade dos serviços de telefonia são inconsistentes
Há alguns meses ocorreu com muito êxito o leilão da tecnologia 4G, no caso, as licitações das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz. Essa tecnologia, se introduzida com sucesso, pode revolucionar a comunicação móvel no Brasil, principalmente com a banda larga para dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Cabe lembrar que, coincidentemente e simultaneamente, a telefonia móvel no país vive uma crise sem precedentes devido à péssima qualidade dos serviços prestados. As reclamações são as mais diversas, desde linhas que caem constantemente, a zonas de sombra, indisponibilidade de linha e cobranças indevidas, entre outras.
Existe uma inconsistência enorme no Brasil entre o custo da telefonia e a qualidade do serviço. A pergunta óbvia que o cidadão comum faz é: para que investir em 4G se nem o 3G funciona direito?
A fonte desses problemas é muito bem conhecida por governo e operadoras: houve um enorme crescimento da base de usuários, num período muito curto, e não foram feitos investimentos compatíveis em infraestrutura. No limite da situação a Anatel inovou e fez o impensável: proibiu a venda de linhas até a apresentação de um plano que corrija os problemas.
Sabe-se que essa situação não será resolvida em curto prazo. Não se resolvem problemas estruturais do dia para noite, mesmo no setor privado. Por outro lado, não se percebeu melhoria nos serviços. Talvez a Anatel precise aprofundar seus mecanismos de supervisão e acompanhamento de investimentos.

Ainda pior será se essa situação se repetir com a introdução da tecnologia 4G. Portanto é momento de aumentar a supervisão sobre os investimentos em infraestrutura de telefonia no Brasil.
É preciso acompanhar o projeto de investimentos prometido pelas operadoras para que os problemas sejam sanados na tecnologia atual o mais rápido possível. E, ao mesmo tempo, deve-se criar mecanismos para que os problemas não aconteçam com a telefonia 4G.
É importante lembrar que estamos a menos de dois anos da Copa do Mundo e a quatro da Olimpíada, e serviços de telefonia móvel são essenciais para o sucesso de grandes eventos.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO