#Telefonia: Mais um aumento de tarifas

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Nas ruas, sempre que posso, converso com as pessoas, peço apoio e explico a atual situação da telefonia brasileira, sempre frisando que precisamos estar unidos para somarmos forças.

Enquanto lutamos para reduzir tarifas e extinguir a taxa básica da telefonia fixa a agência reguladora faz exatamente o contrário: concede aumento de tarifas.

Mas não vamos desistir, vamos lutar, sem votações secretas, sem acordos com as grandes empresas, vamos seguir sendo transparentes, humildes e relatando sempre cada ato e cada ação.

Anatel aprova reajuste tarifário solicitado pelas concessionárias do STFC

A Anatel aprovou nesta quinta, 31, o reajuste tarifário da telefonia nas modalidades local e de longa distância solicitado pelas concessionárias do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). O reajuste passa a vigorar dois dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).
O Índice de Serviços de Telecomunicações (IST) do mês de julho de 2011 foi referência para os reajustes da CTBC, Sercomtel e Telefônica. Por isso, neste caso, o reajuste é relativo a um período de 15 meses. Já as concessionárias Oi (incluindo a Brasil Telecom) e Embratel tiveram reajuste baseado no IST de agosto de 2011, por isso o reajuste para essas empresas é relativo a um período de 14 meses. O Fator X (índice que mede o ganho de produtividade e, por isso, amortece o reajuste) de 2011 apresentou o valor de 0,03747, enquanto o Fator X de 2012 apresentou valor de 0,03762.
As datas-base diferentes para reajustes das concessionárias haviam sido estabelecidas pela Anatel no último reajuste de tarifas, realizado no dia 21 de dezembro de 2011.
A Anatel aprovou sem ressalvas o pedido das empresas. O reajuste da cesta de serviços da Telemar/Oi ficou em 0,553%; da Telefônica, da CTBC e da Sercomtel 0,568%; e da Embratel 0,554%. O conselheiro relator da matéria, Jarbas Valente, ressaltou que os reajustes ficaram bem abaixo dos principais índices de inflação, como o IGPD-I e o IPCA. No comparativo desde 2005, o reajuste da assinatura e dos minutos foi de 9,15%, enquanto que o IPCA no mesmo período cresceu 45,54%.

fonte: http://www.teletime.com.br/31/01/2013/anatel-aprova-reajuste-tarifario-solicitado-pelas-concessionarias-do-stfc/tt/323685/news.aspx

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#Telefonia: Altos custos, baixa qualidade #21 @folha_com

O significado de CARTEL segundo a Wikipédia é: um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação[1] ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

Os cartéis que comandam a telefonia no país, são empresas estrangeiras e seu maior interesse no Brasil é a lucratividade. Neste país onde facilmente é possível fazer acordos com empresas privadas.

Se não houver maior fiscalização no sistema de telefonia, a evolução do serviço continuará como nos últimos anos sem qualidade e com altos custos.

Esse assunto é de interesse de todos, afinal, quem não utiliza o celular hoje em dia?

Faça parte desse debate, apoie a CPI DAS TELES, que irá investigar por que o Brasil tem a segunda maior tarifa de celular do mundo.

Análise: Custo e qualidade dos serviços de telefonia são inconsistentes
Há alguns meses ocorreu com muito êxito o leilão da tecnologia 4G, no caso, as licitações das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz. Essa tecnologia, se introduzida com sucesso, pode revolucionar a comunicação móvel no Brasil, principalmente com a banda larga para dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Cabe lembrar que, coincidentemente e simultaneamente, a telefonia móvel no país vive uma crise sem precedentes devido à péssima qualidade dos serviços prestados. As reclamações são as mais diversas, desde linhas que caem constantemente, a zonas de sombra, indisponibilidade de linha e cobranças indevidas, entre outras.
Existe uma inconsistência enorme no Brasil entre o custo da telefonia e a qualidade do serviço. A pergunta óbvia que o cidadão comum faz é: para que investir em 4G se nem o 3G funciona direito?
A fonte desses problemas é muito bem conhecida por governo e operadoras: houve um enorme crescimento da base de usuários, num período muito curto, e não foram feitos investimentos compatíveis em infraestrutura. No limite da situação a Anatel inovou e fez o impensável: proibiu a venda de linhas até a apresentação de um plano que corrija os problemas.
Sabe-se que essa situação não será resolvida em curto prazo. Não se resolvem problemas estruturais do dia para noite, mesmo no setor privado. Por outro lado, não se percebeu melhoria nos serviços. Talvez a Anatel precise aprofundar seus mecanismos de supervisão e acompanhamento de investimentos.

Ainda pior será se essa situação se repetir com a introdução da tecnologia 4G. Portanto é momento de aumentar a supervisão sobre os investimentos em infraestrutura de telefonia no Brasil.
É preciso acompanhar o projeto de investimentos prometido pelas operadoras para que os problemas sejam sanados na tecnologia atual o mais rápido possível. E, ao mesmo tempo, deve-se criar mecanismos para que os problemas não aconteçam com a telefonia 4G.
É importante lembrar que estamos a menos de dois anos da Copa do Mundo e a quatro da Olimpíada, e serviços de telefonia móvel são essenciais para o sucesso de grandes eventos.
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

O Brasil é o 4º país do mundo onde as operadoras de celular mais faturam

O estudo da União Internacional de Telecomunicações comparou acesso à internet e telefonia celular e fixa em 155 países

Os brasileiros comprometem 7,3% de sua renda em gastos com celular, e está na 60ª posição na inclusão tecnológica, isso é o que chamamos de inclusão digital no Brasil, pagar valores absurdos para participar da era digital

Brasil é o 60º país mais conectado no mundo, diz UIT

O Brasil é só o 60º país mais conectado do mundo, mas é o quarto onde as operadoras mais faturam, aponta um estudo da UIT
Um estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT) aponta alguns dados reveladores sobre o Brasil. As operadoras de telefonia brasileiras estão na quarta posição entre as que mais faturam no mundo. Mas o pais fica em 60º lugar no nível de desenvolvimento dos serviços de telefonia e acesso à internet. Os brasileiros também estão entre os povos que comprometem maior percentual da renda com celular, 7,3%. O país fica em 44º lugar nesse quesito. A boa notícia é que o Brasil é, também, um dos países que mais melhoram nessa área e um dos que mais investem.
O estudo anual da UIT (uma agência da ONU), chamado “Medindo a Sociedade da Informação”, avalia o acesso à internet e a telefonia celular e fixa em 155 países. A edição deste ano é baseada em dados de 2011. Considerando 11 indicadores diferentes, a ITU calcula o ICT Development Index ou IDI (ICT é a sigla de “tecnologia de informação e comunicação” em inglês). Esse índice mede o nível de desenvolvimento desses serviços em cada país.
Com índice 4,72, o Brasil fica em 60º lugar no ranking do IDI, atrás dos nossos vizinhos Uruguai (50º lugar), Chile (55º) e Argentina (56º); mas à frente do México (79º), da China (78º) e da Índia (119º). O ranking é liderado pela Coreia do Sul que, com índice 8,56, é o país mais conectado do mundo na avaliação da UIT. Em seguida, vêm Suécia, Dinamarca, Islândia e Finlândia, Holanda e Luxemburgo.
Dos dez países mais conectados, oito ficam na Europa. Nesse grupo de elite, os únicos não europeus são a Coreia do Sul e o Japão, que aparece em oitavo lugar. A lista dos dez primeiros permanece quase a mesma do ano passado. A única mudança é a ascensão do Reino Unido, agora em nono lugar, e a consequente queda de Singapura, que foi do décimo para o 12º.
Na outra ponta do ranking estão 18 países africanos. São os que têm pior estrutura de comunicações e acesso à internet em todo o mundo. O Níger fecha a fila com índice 0,88, o mesmo do ano passado. Nota-se que há pouca mobilidade também nesse outro extremo do ranking. A ITU aponta que é nos países em desenvolvimento que as mudanças são maiores.
fonte: EXAME

Falta informação para o #consumidor

Eu já fiz minha parte! Elaborei uma pesquisa sobre a atual situação da telefonia no Brasil com a proposta de contribuir para o esclarecimento do assunto e apresentar soluções baseadas em melhores praticas e experiências internacionais.
Na cartilha TELEFONIA NO BRASIL: A TARIFA MAIS CARA DO MUNDO, busquei mostrar aos brasileiros o abuso que são a cobrança de tarifas da telefonia móvel. Dados apontam que o minuto de ligação no Brasil chega a ser 38 vezes maior que na Índia, sendo que 82%, dos mais de 250 milhões de linhas, são utilizados pela população menos favorecida. O que deveria ser uma solução de acessibilidade para o trabalhador, passou a ser motivo de indignação, pois com tarifas tão altas o consumidor brasileiro passou a ser um dos consumidores que menos utiliza este serviço, o que é negativo até mesmo para a inclusão social.
No Brasil, falta competitividade no setor e a agência reguladora favorece as operadoras, o abuso de poder econômico atrasa o desenvolvimento tecnológico e social e a falta de informação e atendimento é um desrespeito com o consumidor.
Cartilhas informativas são muito importantes, mas não resolve o problema, temos um longo caminho pela frente, muito ainda há de ser feito. A CPI deverá ser o marco de mudança para a história da telefonia brasileira.

 
Telefônicas poderão ser obrigadas a oferecer cartilhas explicativas
A Câmara analisa proposta que obriga as empresas de telefonia a oferecer aos usuários cartilhas com explicações sobre as normas de contratação de seus serviços. A medida está prevista no Projeto de Lei 4078/12, do deputado Giroto (PMDB-MS).
Pela proposta, as cartilhas devem estar disponíveis nos locais de comercialização ou ativação de linhas. Os impressos deverão conter informações gerais sobre os contratos de adesão, a qualidade do serviço e os procedimentos para portabilidade do número entre empresas. “Trata-se de providência simples, mas que deverá melhorar a compreensão do usuário quanto ao serviço contratado e dar-lhe parâmetros para uma adequada decisão de consumo”, argumenta Giroto.
O parlamentar ressalta ainda que as empresas de telefonia são recordistas de queixas nos órgãos de proteção ao consumidor. “Várias das reclamações dos usuários têm sua raiz na falta de clareza quanto às disposições do contrato de adesão oferecido pela operadora e às garantias que a regulamentação oferece”, alerta.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS