A tarifa é abusiva! O pré-pago é o mais caro do mundo.

As tarifas telefônicas brasileiras são muito mais altas do que a média mundial, e muito acima daquilo que as famílias podem pagar. Isto por que a legislação que regulmenta o mercado de telefonia não é cumprida e se cobram tarifas de interconexão ilegais, para não dizer imorais. A ANATEL deveria disciplinar esta situação que gera dezenas de bilhões de reais em lucros para estas empresas multinacionais que dominam o mercado de telefonia móvel e impedem o cidadão te conseguir usar seu celular normalmente. Casos de pessoas que tem três e até quatro celulares são comuns, isto por que o cidadão tenta fugir do tarifamento abusivo adquirindo mais linhas e chips. Não irei parar enquanto não investigarmos na CPI DAS TELEFÔNICAS por que se passaram tantos anos sem que a lei fosse cumprida em benefício destas empresas multinacionais. No Brasil 200 minutos de pré-pago custam R$ 270, na Rússia custa R$ 46, na Índia R$ 8 e na China R$ 32. O trabalhador brasileiro paga adiantado pelo serviço a preços mais altos que aqueles que pagam depois. Isto por que o pré-pago é a modalidade mais usada pelo trabalhador brasileiro, é o modo mais popular de contratar serviços de celular, e ai invés de ser mais barato é extorsivamente mais caro.  

Operadora liberada tem mais queixas que suspensa pela Anatel

MARIANNA ARAGÃO
DE SÃO PAULO

O critério utilizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para suspender as operadoras criou distorções entre Estados. Para cada empresa, a agência avaliou o número de reclamações já ponderado por 100 mil clientes.

No entanto, como não estabeleceu uma nota de corte –acima da qual o índice de queixas poderia ser considerado crítico–, há teles não punidas em determinado Estado com índice de queixas muito maior que as suspensas em outra região do país.

No Rio, por exemplo, continuam liberadas operadoras com índice de reclamações de 2 a 5 vezes maior que o que levou à suspensão das vendas no Amapá.

A Anatel afirma que decidiu punir uma operadora por Estado para que elas iniciassem a melhoria dos serviços e para que consumidores não fossem prejudicados.

COMPARAÇÃO

A distorção mais extrema foi a registrada no Amapá, onde a companhia suspensa, a Oi, teve 8,3 reclamações por 100 mil consumidores. Em 13 Estados, todas as operadoras –tanto as punidas quanto as liberadas– têm índices superiores a esse.

No Rio, com um índice de 46,3 queixas por 100 mil clientes (cinco vezes maior ao do Amapá), a Oi não foi proibida de vender seus chips, já que o pior indicador no Estado é o da TIM (com 54 queixas por 100 mil clientes).

Se o índice de 8,3 fosse fixado como nota de corte, a punição da Anatel seria mais ampla: a TIM seria suspensa em 25 Estados, a Vivo em 14, a Claro em 20 e a Oi em 26.

Outra distorção provocada pelo critério usado pela Anatel: operadoras punidas registraram indicadores de queixas iguais ou pouco diferentes de concorrentes.

Isso ocorre no Amazonas –onde Oi e Claro têm a pior pontuação, mas só a última foi punida– e no Espírito Santo –onde 0,1 ponto separam a empresa suspensa (TIM) da Claro.

INFORMAÇÃO

Para o advogado Rodrigo Leite, especialista em direito empresarial, o critério definido pela Anatel é válido, mas “criticável”. “Ele não mede qualidade, mas quantidade”, afirmou. “A agência deveria previamente estabelecer o nível aceitável desse índice e repassá-lo com antecedência para que as empresas pudessem ser medidas da mesma forma”, disse Leite.

Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

Fonte:  Folha on-line

(Arte: Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress )

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#CPI deve apurar valor de tarifas telefônicas @correio_dopovo

CPI deve apurar valor de tarifas

O deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB-RS) esclareceu ontem que é o autor do pedido de CPI da Telefonia na Câmara dos Deputados, e que as assinaturas também foram colhidas por ele. Até agora, diz, 162 parlamentares apoiaram a iniciativa.

O objetivo da CPI, segundo ele, versa sobre a investigação de valores cobrados nas tarifas de interconexão. Com relação a deputados federais do RS que têm se dedicado ao tema, Nogueira destaca Nelson Marchezan Júnior (PSDB), autor de denúncias enviadas ao Ministério Público Federal contra operadores de telefonia, e Jerônimo Göergen (PP), autor de projeto para impedir a venda de telefones até que melhorem os serviços.

Fonte: Correio do Povo, Economia (Nº 297 – PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012)

Link: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=297&Caderno=0&Noticia=446501

(Fonte: Correio do Povo)

Não podemos ficar só em punições pontuais, é necessário rever o valor das tarifas.

Questionar a qualidade so sinal é importante, punir empresas de telefonia que não entregam o que prometem aos consumidores também é um avanço. Mas não podemos ficar só no questionamento da qualidade do serviço. As tarifas devem ser revistas pois estão muito acima da média mundial e do que estas multinacionais praticam em seus países de origem. O que obriga o cidadão a ter vários celulares de operadoras diferentes é o abuso na cobrança das tarifas de interconexão (aquela que se cobra quando o usuário liga para uma operadora diferende daquela do seu telefone). O preço cobrado pelo serviço telefônico no Brasil é abusivo, viola as normas de telefonia e são incompatíveis com a renda das familias brasileiras.

Começa hoje punição à operadora Oi no Rio Grande do Sul
Decisão da Anatel proíbe venda de novas linhas

A partir desta segunda-feira, as operadoras de telefonia móvel que apresentaram o pior desempenho por unidade da federação, conforme ranking da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estão proibidas de comercializar novas linhas. Pelos dados da instituição, a Oi teve o pior desempenho no Rio Grande do Sul (29,67%), Mato Grosso do Sul (30,99%), Roraima (28,80%), Amazonas (18%) e Amapá, com 8,31% do total de reclamações. A Oi é a única empresa proibida de negociar chips no Estado. Segundo informou a Anatel, os novos consumidores poderão escolher entre, pelo menos, três operadoras em cada estado. Em sua decisão de proibir a venda de novas linhas, a Anatel considerou a crescente evolução da taxa de reclamações de usuários registrada em sua central de atendimento relativa à qualidade da prestação do serviço, além de registros dos sistemas da Agência e ações de fiscalização realizadas.

Estão proibidas de fazer comercialização, além da Oi, em cinco estados, entre eles o RS, a TIM (em 19 estados) e a Claro (em três). As prestadoras deverão apresentar Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal, detalhado por estado, em até 30 dias, contendo medidas capazes de garantir a qualidade do serviço e das redes de telecomunicações, em especial quanto ao completamento e à interrupção de chamadas e ao atendimento a usuários. Novas vendas só serão permitidas após análise e aprovação, pela Anatel, do plano apresentado. Mesmo as prestadoras que não foram proibidas de comercializar em nenhum estado também deverão apresentar o Plano Nacional de Ação de Melhoria. Se alguma prestadora descumprir a determinação da Anatel, estará sujeita a pagar R$ 200 mil por dia.

Medida já afeta comércio de Porto Alegre

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL/PoA) estima que houve redução de 20% nas vendas no comércio da Capital por conta da proibição da comercialização de novas linhas de telefone celular e Internet 3G. “A venda de chips na semana passada ficou 60% abaixo do normal”, afirmou o presidente da CDL, Gustavo Schifino.

Na sexta-feira, as operadoras Oi, Claro, TIM e Vivo se comprometeram a respeitar as determinações do Procon com a divulgação da cobertura do serviço de telefonia na Capital e a orientar consumidores sobre como pedir redução da fatura no caso de falta de sinal. Hoje, o Procon Porto Alegre faz uma reunião de avaliação para verificar se as empresas estão cumprindo o acordo quanto a desconto nas faturas devido a quedas na conexão.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=446579

Fotos: de acritica.uol.com.br e inteligemcia.com.br

#Telefonia móvel: É hora de acabar com as altas tarifas e os serviços precários

Como já venho afirmando, a telefonia no Brasil é sem dúvida a campeã em reclamações e insatisfação dos consumidores. As operadoras faltam com respeito com os clientes, além da falta de sinal, preços abusivos, quando o cliente reclama, é obrigado a passar por procedimentos desrespeitosos, em que durante vários minutos é obrigado a ouvir um inacabável menu, e na maioria dos casos quando finalmente consegue falar com um atendente, ou cai a ligação, ou o funcionário é mal educado, ou ainda o cliente é repassado a outro atendente. É hora disso acabar!
Tendo em vista as inúmeras reclamações dos consumidores é que desde que assumi meu cargo na Câmara Federal, venho pesquisando e elaborando a instalação de uma CPI junto ao Congresso Nacional. Elaborei uma cartilha informativa, com dados e uma completa pesquisa sobre a telefonia móvel, e estou, até o presente momento, com 162 assinaturas para finalmente concretizar esta Comissão Parlamentar de Inquérito.

De acordo com o Ministério da Justiça, Claro está na frente no número de reclamações

De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, que consolida dados de 24 Procons estaduais e mais 146 Procons municipais, as empresas operadoras de telefonia celular foram as campeãs brasileiras de reclamações no primeiro semestre.

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012, foram registradas pelo sistema 861.218 demandas. Dessas, 78.604 (9,13%) foram relativas às operadoras. O número supera o volume de reclamações contra operadoras de cartão de crédito, bancos e telefonia fixa, entre outros setores também demandados pelo consumidor.

Segundo o Ministério da Justiça, as três principais reclamações são cobrança indevida/abusiva e dúvidas sobre cobrança/valor/reajuste (54,98% dos registros); rescisão e alteração unilateral dos contratos (11,28%); além de ‘serviço não fornecido e vícios de qualidade’ (6,94%).

Entre as empresas, a Claro é a campeã de reclamações: 26.376 demandas nos Procons (37,56%) do total. Em segundo lugar fica a Vivo (15,19%); seguida pela TIM (14,55%) e pela OI (14,44%).

Neste momento, o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, está reunido com representantes da operadora Claro. Está é a primeira reunião após a suspensão da venda de serviços da empresa em três estados — São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que fossem suspensas as vendas das operadoras Tim, Oi e Claro. Para voltar a vender os serviços suspensos, as operadoras terão que elaborar um plano de ação de investimento e de qualidade de serviços.

Fonte: Zero Hora

#Telefonia: Cartilha aponta dados sobre as altas tarifas de telefone no Brasil

Uma das minhas reivindicações no Congresso Nacional é tornar os telefones móveis, que são hoje uma necessidade, uma ferramenta de comunicação acessível para todos os cidadãos, como é de direito.
Nesta cartilha constam dados sobre as altas tarifas telefônicas do Brasil elaborada através de sites, reportagens publicadas e pesquisa bibliográfica.

A Telefonia móvel no Brasil tem tarifa mais cara do mundo

O brasileiro paga a segunda tarifa mais cara do mundo para utilizar o telefone móvel, ficando atrás somente da África do Sul. Com tarifas tão altas, o consumidor brasileiro é também aquele que menos utiliza este serviço.

Para falar 200 minutos em um celular pré pago no Brasil o custo médio é de R$ 270,00 enquanto na Rússia o mesmo tempo de utilização custa R$ 46,00 e na China R$ 32,00 já na Índia este mesmo tempo falando ao celular sairia pelo preço de R$ 8,00 um valor trinta e oito vezes menor que no Brasil.

São 200 milhões de habitantes para 250 milhões de celulares, 82% são pré pagos, e são também os que possuem taxas ainda maiores, em média R$1,35 por minuto, enquanto na Índia a média por minuto custa R$0,04.

Indignado com minhas próprias contas de telefone e considerando que as maiorias dos brasileiros estão na mesma situação busquei diversas  informações e estou preparando uma CPI das telefônicas junto à Câmara Federal. Acredito que grandes operadoras manipularam o mercado de forma que possam elevar artificialmente suas margens, impedindo com isso a competição no setor.

Este estudo que aponta diversos dados da minha pesquisa sobre telefonia e que irá esclarecer como funciona este mercado, negligências da agência reguladora e as consequências para o consumidor e para a nação e os indícios do que pode ter sido,  o maior sistema de transferência de riqueza da população para um restrito grupo de empresas.