Pastor da Assembléia de Deus que viveu de perto a tragédia faz emocionante relato #ForçaSantaMaria

Recebi do Pastor Eliezer Oliveira Cezar este triste relato. Ele está em Santa Maria levando orações e conforto à familiares das jovens vítimas da tragédia do ultimo final de semana.

Este relato me fez refletir ainda mais sobre a importância da vida e da segurança de nossos filhos e irmãos.

Relato sobre a tragédia 27/01/13 – Santa Maria

images (2)Ao saber do trágico acontecido, dirigi-me ao Centro Desportivo Municipal para conceder apoio espiritual as famílias envolvidas e ao mesmo tempo verificar a existência de irmãos nossos que pudessem eventualmente ter perdido seus filhos, ou, familiares na tragédia.
Lá chegando havia uma total confusão do lado de fora, pois da multidão dos que ali estavam todos queriam informações, pois lá dentro estavam os corpos de mais de 230 jovens, e espalhados nos hospitais haviam outros tantos ainda com vida. Como era o início de tudo, as informações estavam desencontradas. O acesso à parte de dentro do ginásio era impossível, mas ao identificar-me como pastor, e apresentar a credencial CIEPADERGS, fui logo autorizado pelos policiais a ter o acesso ao local onde aos poucos ( de 10 em 10) os familiares iam sendo conduzidos para começarem a receber informações.
Lá dentro uma multidão de voluntários, sendo psicólogos, médicos de todas as áreas, enfermeiros, policiais, religiosos…
A medida que os familiares iam adentrando o local, em total desespero, iam sendo conduzidos as arquibancadas, ali, procurávamos entregar uma palavra, uma oração…
Naturalmente que era um momento de difícil abordagem, então comecei a distribuir de forma geral, copos de água, a medida que alcançava um copo de água já procurava abordar e falar de Jesus. Todos os abordados recebiam a oração… Humanamente um momento de total impotência diante de tudo o que víamos, mas crendo no consolo do Espírito Santo, procurei ministrar oração com tantos quantos fosse possível… Em alguns momentos levei copos de água aos que estavam do lado de fora, no sol, agora já com algumas horas de infinita espera…
Em dado momento identifiquei um irmão nosso que buscava informações sobre sua filha… Ele foi conduzido ao prédio ao lado, e logo em seguida me dirigi para lá, foi quando então veio a triste notícia de que sua querida filha de apenas 18 anos de idade, estava entre os corpos que jaziam lado a lado, sobre uma lona preta logo no prédio ao nosso lado, oramos e choramos juntos… Ele somente repetia: Pobrezinha…pobrezinha…pobrezinha…. Foi neste momento que pude ver o pior cenário da minha vida… Todos jovens… bonitos…bem arrumados…meninas ainda maquiadas… vestidas para festa… Alguns poucos, queimados… lembro de apenas um, com o rosto deformado pelo fogo…todos mortos… rapazes de um lado, moças de outro… sobre o peito suas carteiras, documentos, celulares (que segundo relatos daqueles que trabalharam desde cedo, tocavam sem parar)…vidas e sonhos interrompidos…muitos com os braços estendidos, como um último apelo… muitos com um número, para facilitar a localização daqueles que viriam para reconhecê-los dentre tantos…
Neste local o desespero era total, cada vez que um pai, uma mãe ou um parente identificava o seu menino, ou a sua menina…
Após liberados iam para o salão ao lado, lá os recebíamos com uma oração…para alguns um aconselhamento sobre o que fazer… para outros providenciávamos o local para velarem seus mortos. Neste interim, por várias vezes o contato do Pr. João Oliveira, informando-se, nos orientando e disponibilizando os templos para acolher familiares e até caixões, o que ocorreu em algumas congregações…
A cada oração feita, o desabar daquelas pessoas era visível, ao mesmo tempo em que recobravam forças para prosseguir e desenrolar tal situação…
Neste momento eu já estava acompanhado do Pr. Cleber Boáz, que durante a manhã havia prestado assistência no Hospital de Caridade juntamente com o Ev. Cesar Fernandes, e do Pb. Getulio Oliveira, que haviam chegado para juntos assistirmos aquelas pessoas…
Quando sai daquele local, horas depois, do lado de fora para onde olhava, via milhares de pessoas chorando. Quando cheguei em frente a Escola Cilom Rosa, ouvi, vindo de dentro do pátio da escola o choro de um homem de tal forma que não ha como expressar em palavras, voltei entrei no pátio coloquei a mão sobre o ombro daquele homem o clamei aos céus por ele… choramos juntos…(choro ao lembrar e escrever…) era alguém que não conheço, não sei quem era, mas após orar, ele sentou-se e acalmou um pouco, sendo logo cercado por familiares… La dentro do pátio outros irmãos, ao procurá-los, fui informado que tinham perdido um sobrinho…
A noite ao transitar em algumas ruas da cidade, por todos os lados haviam velórios sendo realizados, inclusive em locais mais impróprios, como lojas por exemplo…
No outro dia, recorremos eu e o Pr Boaz, os cemitérios, para levar novamente uma Palavra aquelas famílias, agora já quase vencidos pelo cansaço, mas com o peito igualmente sangrando como no dia anterior… Ainda eram milhares de pessoas, que num total silêncio (interrompido muitas vezes por gemidos e choros…) despediam-se dos seus jovens filhos.
Em nossa atividade, a Igreja Assembleia de Deus foi representada para a assistência espiritual e social, mas haviam alí trabalhando desde o início, muitos profissionais que são membros de nossa igreja, sendo:
Médicos (Dr. Fabrício Lemos, possivelmente houvessem outros, mas este lembro de tê-lo encontrado), enfermeiros (vários), psicólogos, militares (vários, mas com destaque ao Cap. Garcia, que fora entrevistado ao vivo pelo Faustão, e tem matéria falando sobre ele no site G1 http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/capitao-diz-ter-tirado-mais-de-180-corpos-de-banheiro-de-boate-no-rs.html  policiais militares e civis, peritos (que foram de grande importância na identificação dos corpos), profissionais das funerárias entre outros…
Enfim, um grande número de profissionais que fazem parte da Assembleia de Deus em Santa Maria, estiveram trabalhando, a muitos de forma solidária.

Isso é apenas uma parte do que vimos e vivenciamos nestes dias…
O trabalho continua para todos, muito mais para nós, que agora temos de acompanhar estas famílias e levá-los a Cristo.

Pr.Eliezer O. Cezar
2º Secretário IEAD/SMrosas brancas

Vigilantes da iniciativa privada receberão adicional de periculosidade

Vigilantes: estes Homens têm dado uma forte contribuição à segurança e ao desenvolvimento pacífico do nosso país.

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AGÊNCIA CÂMARA

Centenas de prefeitos estão reunidos hoje em Brasília discutindo soluções para a crise dos municípios

foto: CNM

Busca por soluções à crise financeira traz centenas de prefeitos a Brasília

Em mais uma mobilização organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) em Brasília, prefeitos de todo o Brasil mostram sua força e União em busca de seus objetivos. Neste momento os prefeitos querem garantir que a presidente Dilma sancione a redistribuição dos royalties do petróleo, votado no ultimo dia 08 pela Câmara dos deputados.

Além da fortalecer a campanha, eles esperam da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, uma resposta positiva para “desafogar as contas municipais”. A representante do governo recebeu no dia 10 de outubro, uma carta com as reivindicações dos prefeitos, entre elas a restituição do que foi perdido do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Ao longo de toda manhã de hoje, deputados e senadores foram até o auditório prestigiar a mobilização e manifestar o apoio à campanha, onde os prefeitos pedem a sanção sem vetos da nova distribuição dos royalties.

O deputado Ronaldo Nogueira está entre os Congressistas, ele que foi um dos 9 deputados gaúchos que tiveram uma participação decisiva na divisão dos royalties do petróleo, Ronaldo enfatizou o debate dizendo que “o governo tem duas responsabilidade fundamentais que é oferecer para a sociedade a sanidade da moeda e também a fidelidade contratual”. Para Nogueira o governo federal não está ajudando a solucionar as dificuldades dos municípios, segundo ele “nesta relação entre Estados e União não está havendo fidelidade nos contratos por conta da União. Os municípios criam expectativas em torno das emendas parlamentares quando somente cerca de 60% delas não são efetivadas , não são empenhadas e consequentemente não são pagas”. Segundo Nogueira, existe ainda o caso dos programas noticiados pelo governo quando os municípios fazem o cadastramento de seus projetos e das suas propostas, que também geram grande expectativa de retorno, e também não são efetivada, ou há demora no pagamento ou não há pagamento”diz.

O deputado Ronaldo Nogueira destacou que “nós precisamos rever o Pacto Federativo com urgência, esta mobilização dos prefeitos é importante para chamar a atenção para a sanção do governo a favor da redistribuição dos royalties e para iniciar ai uma caminhada, uma mobilização para rever o Pacto Federativo realizar uma quebra de paradigmas para tornar mais responsável esta relação contratual entre os entes” finalizou.

Durante a abertura da mobilização, Paulo Ziulkoski pediu aos senadores presentes que intercedessem pelos Municípios por uma reunião com o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP). O pedido foi prontamente atendido e o senador receberá Ziulkoski às 17 horas. Ele deve falar sobre a crise para buscar saída junto ao Congresso Nacional. “O Apoio Financeiro que veio em 2009 era para novos prefeitos, hoje a situação é mais grave por causa do final de mandato. Precisamos de ajuda do Congresso”, explicou.

O presidente da CNM aproveitou a ocasião para agradecer aos parlamentares pela votação histórica dos royalties que levou à aprovação do projeto defendido pela entidade, em prol da maioria dos Estados e Municípios.

O Pacto Federativo prevê que os recursos públicos sejam descentralizados da União e compartilhados entre os estados e municípios para que as demandas do povo brasileiro sejam efetivamente atendidas levando em consideração as peculiaridades e necessidades regionais.
Entenda melhor o que é o Pacto Federativo:

Com informações da CNM

Sem licença #ambiental: Em diversos municípios brasileiros antenas são instaladas irregularmente

Ação Civil Pública contesta a inexistência de licenças ambientais por instalação de antenas por operadoras de celular no Paraná

Quanto sabemos sobre licenças ambientais de instalação de antenas?

As operadoras com a concessão da Anatel escolhem onde querem se instalar e ainda contestam a legislação dos municípios. Neste país existem leis que as grandes operadoras de telefonia desconhecem.

Não é possível admitir que empresas explorem tarifas dos trabalhadores e agridam o meio ambiente sem, se quer respeitar a legislação ambiental.

Em todos os estados há registros de instalação de antenas sem licença ambiental. No RECIFE estima-se que cerca de 70% destas estruturas não possuem licenças ambientais. No SERGIPE as operadoras também estão em desacordo com as normas legais e sem licenciamento ambiental. O Mesmo ocorre em TORRES, em um dos cartões postais da cidade, o Morro do Farol, onde antenas poluem o lindo visual e ameaçam a vida das pessoas, no local há risco de deslocamento dos blocos de pedra.

Operadoras de telefonia celular são acionadas por instalar estação sem licença ambiental

TIM e Claro são acusadas de fazer instalações rádio-base sem autorização do Meio Ambiente

A Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba – Paraná ajuizou ação civil pública ambiental contra as operadoras de telefonia celular TIM e Claro pela instalação de estação rádio-base sem a devida licença ambiental.
A ação, assinada pelo promotor de Justiça Sérgio Luiz Cordoni, tramita na 7ª Vara Cível da capital desde o final de agosto.

Segundo a Promotoria, a reclamação foi encaminhada ao Ministério Público do Paraná por moradores de três condomínios, no bairro Água Verde, em abril deste ano, após a instalação da estação em um lote na Avenida Silva Jardim.

Os moradores alegam que pediram informações à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) sobre a licença para instalação do equipamento e que a licença não havia sido concedida. “A SMMA informou, através de Parecer Técnico 4699/2012, que não havia registro de concessão de licença de operação para a ERB às operadoras acima citadas. Informaram, ainda, que não havia em seus registros a análise de Estudo de Impacto de Vizinhança, a Licença de Instalação e a Autorização de Funcionamento”, diz trecho da ação.

O promotor requer à Justiça que as operadoras sejam condenadas a retirar toda a estrutura da estação rádio-base, além de pedir o pagamento de danos morais ambientais, em valor a ser arbitrado pelo Juízo.

Fonte: site de notícias Bem Paraná