O setor de telefonia não acompanha a demanda do consumidor

consumidor brasileiro palhaçoTriste fim do consumidor de telefonia móvel


O avanço tecnológico, o já não tão recente incentivo ao consumo em massa pelo governo e a capacidade inata e insaciável do brasileiro de se comunicar têm contribuído para a expansão do mercado interno de telefonia, que vem crescendo rapidamente nos últimos anos.

Em outubro de 2010, a quantidade de celulares no país ultrapassou o número de habitantes, com pouco mais de 194,4 milhões de contas. Dados mais recentes da Anatel, de novembro de 2012, apresentam aproximadamente 260 milhões de linhas ativas.

O crescimento impressiona, mas não chega a ser tão assustador quanto a qualidade dos serviços oferecidos. Com tamanha expansão, o setor não tem conseguido acompanhar a demanda, gerando serviços de baixíssima qualidade e o extraordinário aumento no número de reclamações.

Mensalmente, são registradas pela Anatel dezenas de milhares de queixas sobre as operadoras de telefonia celular. Punições são aplicadas, mas o mercado continua sofrendo constantemente com ineficiências operacionais.

Grande parte do problema está relacionada à baixa competição no setor. Apesar de aparentemente acirrada, a disputa não apresenta nenhuma empresa com serviços de destaque e melhor qualidade que impulsione suas rivais.

Para piorar ainda mais a situação, o consumidor fica restrito às opções internas, já que não pode contratar nenhum serviço de telefonia mais vantajoso de outro país.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um plano mensal como o famoso “Fale Ilimitado” custa 70 dólares (aproximadamente R$143,00) para qualquer operadora, enquanto aqui paga-se mais de R$500,00 por plano semelhante e com qualidade de serviço muito inferior.

Desta forma, o usuário insatisfeito opta por não alterar sua triste condição; afinal, todas acabam sendo ruins. Os que já desejaram mudar de operadora precisaram manifestar sua vontade de desistir do plano a um exército de incansáveis atendentes, além de saberem que o serviço de outras companhias não será muito melhor. Pode-se dizer que há uma grande barreira para trocar menos seis por menos meia dúzia. Outra barreira dessa corrida de obstáculos é encontrada ao se tentar recorrer à Anatel. O contato por telefone é tão difícil, que ao consumidor só resta enviar reclamações por email, carta ou telepatia. E com reza brava para ter algum retorno.

Enquanto os esforços de do Governo não se voltarem ao consumidor, e multas severas não forem aplicadas, usuários amargurados e muitos outros – namorados, amigos, pais e filhos – ficarão à mercê de empresas muito mais preocupadas em aumentar suas vendas hoje do que em manter seus clientes satisfeitos e leais no longo prazo.

fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Brasileiro também quer qualidade – Telefonia está entre os piores serviços oferecidos no país

A relação Custo X Benefício sai caro para os brasileiros. Estão todos cansados de pagar caro por um serviço que não atinge as expectativas e quando o usuário mais precisa fica na mão.

Não é justo com o consumidor, chega de ficar esperando: CPI das teles Já!

 

Telefonia móvel entre as mais reclamadas
Transtornos mais corriqueiros vão desde refazer a ligação para concretizar chamada a atendimento precário

Os mais jovens não imaginam como era a vida sem celular. Não conseguem. Tamanha é a utilidade e a gama de serviços contidos nesse aparelho, que cabe no bolso. Contudo, se por um lado os mais velhos não tinham acesso a essa tecnologia, por outro, também estavam livres de aborrecimentos inerentes apenas às gerações atuais. O serviço de telefonia celular está entre os mais reclamados do Estado do Ceará e também do Brasil.
Preço para utilizar a tecnologia que outras gerações não tiveram acesso é muito elevado devido ao número crescente de aborrecimentos.

Para se ter uma ideia de como as operadoras de telefonia desse setor, de uma forma geral, têm deixado a desejar; de acordo com o site Reclame Aqui, nos últimos 30 dias, três das quatro empresas mais citadas nas reclamações no mercado brasileiro são do segmento de telefonia móvel. Até ontem (23 de outubro), a TIM liderava com 2.984 notificações no site. Claro tinha 2,4 mil e OI com 2.110 ocorrências. A outra empresa que aparece entre as quatro mais contestadas pelos consumidores é da área de TV por assinatura.

Problemas mais frequentes

Muitos são os relatos descritos no Reclame Aqui com referência às empresas de telefonia celular, nas redes sociais e nos órgãos de defesa do consumidor.

Os principais deles são sinal ruim; dificuldades em fazer ligações, tendo que repetir a operação para concretizar as chamadas; serviço de mensagem com retardo no recebimento, ligações erradas sem motivos; lentidão da internet 3G; créditos debitados erroneamente; cobrança indevida; recarga feita e não computada; atendimento ao cliente precário, dentre outros que poderiam preencher todo o restante dessa reportagem.

Cada problema desse, por menor que possa parecer, gera aborrecimentos e, algumas vezes, prejuízos financeiros, além de, principalmente, a sensação de que não está o cliente não está sendo atendido a contento. Preço muito alto para se ter à disposição essa tecnologia avançada. Reflexo do impulso do mercado no Brasil que requer mais investimentos por parte das empresas do setor.

O que elas dizem

Quanto ao aumento das reclamações nos últimos dias, as operadoras se defendem e tentam mostrar que estão buscando constantemente melhorias para atender o público cearense.

Em nota, a Claro informa que não registrou nenhuma anormalidade na sua rede no Estado nas últimas semanas. “A Claro destaca ainda que o Ceará é um estado muito importante para a operadora, que realiza investimentos constantes em cobertura e em infraestrutura na região”, afirma a empresa.

A TIM afirma que vem realizando fortes investimentos com o objetivo de atingir a máxima satisfação dos seus clientes no Ceará. “No triênio 2012-2014, a companhia prevê o investimento de R$ 172 milhões no Estado, somente em infraestrutura, tendo em vista o crescimento da demanda de clientes e, consequentemente, de tráfego de voz e dados”. A empresa diz que “o Ceará receberá cerca 500 quilômetros de fibra óptica até 2013, completando a rede metropolitana de Fortaleza e atendendo a cidades do interior cearense. Ao final deste ano, a TIM espera ter modernizado cerca de 70% de todas as ERBs que possui no Ceará”, conta, em nota.

A OI assinala que investe R$ 180 milhões no Ceará neste ano. O valor representa um aumento de praticamente 50% em relação aos R$ 121 milhões que foram investidos pela companhia em 2011. “A previsão é de que até o final de 2012 mais 144 sites de telefonia móvel 2G e 3G sejam instalados no Estado”.

fonte: DIÁRIO NORDESTE