Teles cresceram 35 vezes, não cumpriram metas de privatização, viraram campeãs de reclamações e lucratividade

O Brasil assumiu a quarta posição no ranking das operadoras de telefonia que mais faturam em todo o mundo.
Está mais que provado que as operadoras de telefonia não cumpriram o acordo da privatização. Um mercado que cresceu aproximadamente 35 vezes deveria investir mais em infra estrutura e melhoria dos serviços, no entanto as operadoras dominam a lista de consumidores insatisfeitos, dominam a lista de cobranças abusivas e coloca o país na 93ª posição na lista dos países menos desenvolvidos no setor.

Teles não atingiram meta após privatização, dizem especialistas

Com investimentos de R$ 260 bilhões desde a privatização, em 1998, o setor de telecomunicações é um dos que mais crescem no Brasil. Hoje, o País conta com mais de 330 milhões de assinantes, somando telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura. Apesar do aumento dos recursos e da oferta de serviços à população, muito do que se pensou há 14 anos não saiu exatamente como planejado. Especialistas avaliam que nenhum dos três pilares que nortearam a abertura para o capital privado nas telecomunicações – a competição, a universalização e a qualidade dos serviços – foi inteiramente cumprido.
O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, explicou que a privatização foi motivada principalmente pelas dificuldades de investimento do sistema Telebrás e sua impossibilidade de atender à demanda por novos serviços que surgiam naquele momento, como a telefonia celular. “A Telebrás sempre foi rentável, mas o orçamento de uma estatal tem de passar por diversas fases de aprovação”, lembrou. “Muitas vezes, mesmo existindo caixa, o recurso era contingenciado porque a situação da economia como um todo não estava boa”, completou.

 

Crescimento com baixa qualidade
Desde a abertura do mercado, o setor de telefonia celular cresceu 35 vezes. O número de celulares saltou de 7,4 milhões, em 1998, para 258 milhões, em agosto de 2012. Um celular é ativado a cada segundo no Brasil e, cada vez mais, os aparelhos são utilizados para outras funções além da voz, como o acesso à internet. Apesar disso, o segmento enfrenta graves problemas de qualidade – nos últimos anos, as operadoras de telefonia móvel lideraram a lista de insatisfação dos consumidores.

No primeiro semestre de 2012, por exemplo, o setor de celular foi o que mais recebeu reclamações em todos os Procons do País. Foram mais de 78 mil queixas, motivadas principalmente pelo tratamento dado aos consumidores nos call centers e pela a cobrança indevida de contas, conforme atesta a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Veridiana Alimonti. “Às vezes, o cliente é cobrado por serviços que sequer foram solicitados”, ressaltou.
A telefonia também foi apontada como o segmento mais problemático para 45% dos entrevistados de uma sondagem feita pela Câmera dos Deputados, que ouviu 1.175 pessoas entre maio e agosto deste ano. Entre os motivos alegados para queixas estão cobranças abusivas, serviços ineficientes e propaganda enganosa.
Na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de reclamações também evoluiu nos últimos cinco anos. Essa realidade levou o órgão regulador a proibir, entre julho e agosto deste ano, as empresas Tim, Claro e Oi de vender chips em vários estados do País por 11 dias. A agência liberou as vendas após as empresas terem apresentado plano de melhoria da qualidade do serviço e se comprometido a investir R$ 20 bilhões até 2014. A Anatel vai acompanhar, a cada três meses, a evolução desses indicadores.

Fonte: CORREIO DO BRASIL

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Contratos para exploração do 4G foram assinados ontem

10x algo ruim = a algo dez vezes pior?
A manchete do site TERRA traduz bem o que representa a implantação do 4G no Brasil, uma nova exploração por parte das telefônicas. É claro que o sistema 4G é um grande avanço para as telecomunicações, mas a pergunta que está na boca do povo é: vai funcionar?
As operadoras vencedoras do leilão do 4G, são as operadoras de telefonia já conhecidas por todos os brasileiros, as mesmas que operam com ineficiência e valores absurdos no setor. Já que a Anatel impediu que empresas Americanas, Japonesas e da União Européia participassem da licitação, nós, consumidores, temos que nos conformar com o que nos é oferecido.

Operadoras assinam contratos para exploração do 4G no País
As operadoras vencedoras do leilão do 4G assinaram nesta terça-feira os termos de autorização para explorar a quarta geração de telefonia no Brasil junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tecnologia promete aumentar em 10 vezes a velocidade de conexão, se comparada com a atual tecnologia 3G.
O cronograma definido pela Anatel no edital de licitação da quarta geração, o 4G deve estar funcionando nas cidades-sede da Copa das Confederações em abril de 2013 e até dezembro do ano que vem nas cidades-sede da Copa do Mundo. Alguma operadoras, porém, já vêm realizando testes em algumas cidades, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e do Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).
As empresas assinaram também um termo de compromisso para intensificar o compartilhamento de infraestrutura do 4G. Segundo o SindiTeleBrasil, a oferta da nova tecnologia vai exigir a ampliação da rede, já que a tecnologia usada para a prestação do 4G exigirá um número pelo menos três vezes maior de antenas que o atual serviço de terceira geração (3G).

fonte: TERRA

Presidente da OI critica lucratividade da empresa e diz que não enxerga um horizonte de consolidação do setor que é dominado por gigantes

link desta imagem: http://www.tvweb-barreiras.com/2012/08/oi-lucra-r-64-milhoes-no-2-trimestre.html
O lucro da operadora Oi no segundo trimestre do ano foi de R$ 64 milhões, contra R$ 374 milhões no mesmo período do ano passado. A empresa não explicou por que não fez o mesmo com o lucro líquido.

Vale a pena investir onde o lucro é maior, e no Brasil as operadoras parecem ter carta branca pra decidir sobre tarifas na telefonia móvel.
A imagem arranhada das teles vem sendo construída há anos, com a proibição na venda de chips, foi consolidada a crise no setor e evidenciou os problemas que os consumidores já percebiam há muito tempo.
A publicidade e o marketing são as melhores armas destas operadoras, fazem lindas propagandas evidenciando um sonho de consumo, mostrando facilidades e preços baixos, quando o trabalhador finalmente investe em uma operadora de sua escolha se depara com uma realidade muito diferente. Os preços são absurdos, as promoções são validas apenas em ligações para aquela mesma operadora, com possibilidades muito restritas. Aí o consumidor entra em contato com o call center e o atendimento muda, não mais recebe um bom atendimento, depois que a compra é efetuada o atendimento passa para outro setor. Tarde demais, não é possível voltar atras, o cliente está preso em um contrato de 1 ano.
Aí eu pergunto: Por que as operadoras não permitem que seja feito um contrato teste, assim como as empresas fazem quando contratam um novo funcionário, estipulam 3 meses de experiência, para aí sim firmar acordo, ou não!
Neste texto abaixo o presidente da OI, Francisco Valim, reclama do faturamento, dizendo que ” Para cada real que cobro do cliente, apenas R$ 0,50 chegam ao bolso da Oi”, criticou. Como se fosse um faturamento baixo, sendo que o valor cobrado por minuto nas tarifas de interconexão ultrapassa um real. Valim ainda acrescenta que “não enxerga um horizonte de consolidação expressiva do setor de telecomunicações brasileiro, dominado por gigantes”.

Com crise mundial, Oi engaveta plano de internacionalização
Presidente da operadora afirma que foco é mesmo o Brasil, descarta mais consolidação no setor e diz que imagem das teles foi arranhada

Com a crise mundial no radar, o Grupo Oi mudou de estratégia e engavetou seus planos de expansão internacional. Em entrevista à ‘Agência Estado’, o presidente da Oi, Francisco Valim, deixa claro que o foco está no Brasil, descarta consolidações no setor e admite também que as operadoras saíram com a imagem arranhada da suspensão da venda de novos chips pela Anatel.
“Agora para nós, internacionalização é Bangu, Arapiraca, São Gonçalo, Niterói, Xorroxó”, brincou o executivo. “Dadas as condições do cenário global, R$ 1 investido no Brasil crescendo rende mais que o mesmo em um país andando de lado.”

O plano 2012-2015 da Oi prevê uma expansão de 10% a 15% ao ano de Unidades Geradoras de Receita (UGRs, ou contas por serviço) no País. À frente da companhia há 14 meses, Valim vem construindo uma gestão descentralizada, com estratégias regionais para brigar por mais espaço no disputado mercado doméstico. Isso inclui ter presença física para elevar a percepção da marca: a operadora chegou ao varejo este ano e terá 200 lojas no País até dezembro.

Do ponto de vista de serviços, o executivo enxerga potencial para crescer em banda larga (fixa ou móvel), telefonia celular e TV por assinatura, nessa ordem. A ideia é vender mais para os mesmos clientes – com pacotes de serviços -, aumentando a receita da Oi por domicílio. Para isso, será preciso investir para aumentar a cobertura e a qualidade da rede do grupo.

Após passar por uma delicada reestruturação societária, a Oi faz questão de apresentar um balanço dos seis primeiros meses de seu plano de R$ 24 bilhões para os próximos quatro anos. Entre eles, a expansão de 27% no número de usuários pós-pagos (para 7,245 milhões). A operadora passou a deter uma fatia de 15% no segmento em agosto.

Na TV por assinatura, a Oi saiu de 170 mil para meio milhão de assinantes desde janeiro, e espera um salto com o lançamento do serviço IPTV (TV paga via protocolo de internet), em novembro, onde o cobre será substituído pela fibra óptica (FTTH, ou fiber to the home). O potencial é atingir uma velocidade de até 200 megabits por segundo (Mbps) com a fibra.

Apesar de comemorar resultados, Valim assume que a ação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre o setor – com a suspensão da venda de chips em julho – trouxe danos à imagem das operadoras.

Segundo ele, a agência quis dizer que era preciso arrumar a casa, mas deixou o setor exposto. “Para quem está no fogo, qualquer calor esquenta”, diz.

Na época, Oi, Claro e TIM tiveram de apresentar um plano de metas de qualidade à Anatel. Segundo Valim, a intervenção mudou apenas marginalmente o planejamento original da companhia, invertendo algumas prioridades.

Sobre o efeito econômico da suspensão das vendas de chips, ele diz que ele será avaliado na divulgação do balanço do terceiro trimestre, em novembro. “Para a Oi, os desdobramentos são de menor monta. (…) O impacto está contido, não foi algo que abriu um rombo”, garante.

O executivo diz que a equação preço baixo, velocidade alta e qualidade é quase inatingível, principalmente em um setor que “paga 50% de imposto” e demanda investimentos intensivos. “Para cada real que cobro do cliente, apenas R$ 0,50 chegam ao bolso da Oi“, criticou, lembrando que as margens das empresas de telecomunicações caíram de um patamar de 50% em 2000 para cerca de 30%.

Consolidação

Francisco Valim não enxerga um horizonte de consolidação expressiva do setor de telecomunicações brasileiro, dominado por gigantes como Telmex (Claro), Telefônica (Vivo) e Telecom Itália (TIM), além da Oi.

“Não tem ninguém pequenininho. Quando a Anatel fala em metas de competição, qualquer coisa para facilitar a vida de um em detrimento de outro é uma piada. Por que eu tenho de facilitar a vida do mexicano, do espanhol ou do italiano?”, diz.

Apesar disso, a Oi não descarta avaliar qualquer oportunidade de aquisição que possa acelerar seus planos. É o caso da GVT, cujos ativos no Brasil foram postos à venda por sua controladora, a francesa Vivendi. “Todo mundo tem de olhar. Se haverá interesse ou não, depende das condições”, disse. Uma eventual aquisição não estaria incluída no plano de R$ 24 bilhões.

Fonte: ESTADÃO

Problemas na #telefonia brasileira viram debate na OMC

Anatel cria barreiras para abertura do mercado de telefonia no Brasil que são consideradas discriminatórias pela OMC

A Organização Mundial do Comércio, órgão que pertence a ONU (Organização das Nações Unidas), considera descriminatório o sistema adotado perla telefonia Brasileira. Eles afirmam que o Brasil protege o mercado da abertura de novos comércios no setor.
Aconteceu hoje em Genebra, na Suíça  reunião da OMC que teve 9 pautas na agenda, duas delas foram contra o Brasil, às regras do IPI para carros, consideradas injustas, e as exigências e barreiras na abertura do mercado de telefonia 4G no Brasil, consideradas discriminatórias.
O caso do Brasil foi levado ao Comitê de Investimentos da OMC, para que ficasse bem claro a preocupação de países de primeiro mundo com o Brasil.
Este é mais um alerta às autoridades brasileira de que algo muito errado esta acontecendo com a telefonia no Brasil e o reflexo claro disso são as tarifas abusivas praticadas no país que estão chamando a atenção do mundo todo. Essa é mais uma justificativa para a instalação da CPI que está se tornando imprescindível e urgente.
As empresas de telefonia ocultam o acesso do trabalhador ao serviço e transferem a renda arrecadada para um cartel multinacional que explora o setor.

 
Países ricos pressionam Brasil na OMC
Países ricos vão levar a atitude protecionista do Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), elevando a pressão sobre o governo e deixando claro que não abandonarão as críticas enquanto o Brasil mantiver uma postura defensiva.
Na segunda-feira (24), governos dos Estados Unidos, da Europa, Austrália e do Japão vão cobrar respostas às regras do IPI para carros, consideradas injustas, e sobre as exigências e barreiras na abertura do mercado de telefonia 4G no Brasil, consideradas discriminatórias.
Não se trata de queixa nos tribunais da OMC. Mas a atitude dos países ricos é um sinal claro de que não vão apenas fazer discursos contra o Brasil. A decisão foi levar o caso ao Comitê de Investimentos da OMC, para escancarar a preocupação desses países com o Brasil.
Em maio, um primeiro sinal dessa insatisfação já havia sido levado à reunião na OMC. Mas, dessa vez, serão duas frentes de queixas. A reunião da segunda-feira (1/10) em Genebra tem nove pontos na agenda. Dois deles tratarão das queixas contra o Brasil.
A primeira é de EUA e Japão no setor de telecomunicações e a briga pelo acesso ao mercado de telefonia. Washington e Tóquio questionam as exigências do edital de licitação da faixa de 2,5 GHz – destinada ao serviço de quarta geração da telefonia móvel (4G).
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exigiu conteúdo nacional mínimo de 60% para quem quisesse participar das licitações, incluindo equipamentos e sistemas. O leilão marcado para o dia 12 de junho arrecadou R$ 2,9 milhões.
Americanos e europeus já haviam apresentado queixas individualmente ao Brasil, temendo ficar de fora da licitação ou ser obrigados a mudar de fornecedores de peças nos EUA ou Europa. Agora, o Japão se une às queixas, mesmo após o primeiro leilão.

fonte: DIÁRIO DO GRANDE ABC

As leis municipais não são entraves como dizem operadoras de #celular, elas protegem o patrimônio dos municípios

Ao contrário do que dizem as operadoras de celular, as legislações municipais não são entraves, são leis que protegem o patrimônio dos municípios, afirmou o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.
Enquanto desejam explorar ainda mais o Brasil, as operadoras poderiam pensar em uma forma de oferecer algo para os municípios. Que tal um aluguel pelo terrenos que utilizam? Ou instalação de sistemas de segurança nas antenas?
Para os municípios qualquer benefício é bem vindo. Assim como Eduardo Levy afirmou que a situação das antenas é crítica, a situação econômica dos municípios também é.
Os municípios também estão preocupados com a poluição visual, afinal as antenas sempre ficam em lugares altos e de destaque nas cidades, por que não são apresentadas propostas ecológicas? Antenas que imitam árvores foi uma proposta já discutida neste blog.
Mas não, as operadoras de celular só exploram este país, não cumprem as leis nem se quer respeitam as licenças ambientais e o retorno é sempre em benefício próprio. É hora do governo brasileiro ficar atento e ficar ao lado dos municípios e dos consumidores brasileiros.

Ministério defende diálogo com municípios para Lei das Antenas
O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, disse hoje (25) que é preciso maior diálogo com as prefeituras para implementação de um projeto de lei (PL) nacional para disciplinar a instalação de antenas de telefonia móvel no país. Segundo ele, as diversas legislações municipais que regulamentam o tema, consideradas pelas operadoras como entraves para a melhoria dos serviços de telefonia, têm importantes funções. “São leis que os municípios fazem na defesa dos seus patrimônios histórico e urbanístico”, disse.

Alvarez citou como exemplo a Orla do Rio de Janeiro, que teria a paisagem prejudicada com a ampliação das antenas de telefonia. Por isso, na opinião do secretário, é preciso haver uma mediação com os municípios sobre a PL nº 117, lei nacional que busca corrigir o problema da falta de antenas no Brasil. “Não é assim, sai uma lei nacional e muda tudo. Tem que dialogar com os municípios”, disse.

O secretário executivo participava de um debate no 4º Seminário de Telecomunicações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Durante o evento, Eduardo Levy Cardoso, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), disse que a questão das antenas é crítica, já que a tendência é que o problema aumente ainda mais, devido ao alto crescimento na ativação de chips, que chega a um por segundo, o equivalente a 2 milhões por mês.

“E quando você habilita, não sabe onde ela [a pessoa] estará utilizando”, disse. Com isso, Levy diz que as empresas têm a necessidade permanente de acompanhar o trafego da telefonia. “Precisamos ampliar a área geográfica, colocando uma nova antena ou remanejando as existentes mensalmente”.

Para efetuar essas mudanças e ampliações, as empresas têm esbarrado em pedidos de licença para instalações de novas antenas que demoram, em média, dez meses. “Na capital paulista, há 18 meses que não acontece nenhuma liberação”, disse. Ainda, de acordo com Levy, alguns municípios exigem sete tipos de licenças diferentes, o que também dificulta a liberação de novas antenas.

Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, citou outro problema referente à instalação de antenas: ela precisará ocorrer em tempo recorde, sobretudo para a cobertura da rede 4G para atender às cidades-sedes da Copa das Confederações.

Estes municípios precisam, até 30 de abril de 2013, ter um sistema em pleno funcionamento. De acordo com Cezar Alvarez, a análise da Lei das Antenas, porém, deve ficar para novembro ou dezembro deste ano.

Outro assunto levantado durante o seminário foi a integração dos 12 países membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), por meio de cabos de fibra ótica. O projeto utilizará 4 mil quilômetros de fibras, com investimento de R$ 235 milhões.

Também foi discutido um projeto do governo que criará de uma zona franca para hospedar sites internacionais no Brasil, possivelmente na cidade de Fortaleza (CE). “A ideia é ter uma política que traga os conteúdos que estão sediados lá fora, ter boas condições de preços para servidores aqui no Brasil. Estamos discutindo [isso] com algumas grandes empresas”, disse Alvarez. A ideia, segundo ele, é também estimular o surgimento de novos sites com domínio .br.

Alvarez destacou que a nova zona franca precisará ter vinculação com leis internacionais. “Não poderia ser exclusivamente lei brasileira ou do município de Fortaleza”, disse.

Fonte: JORNAL DO BRASIL

Privatização do sistema de telefonia no Brasil: O que foi prometido e o que é cumprido

Agora é fato, estamos muito próximos de alcançar nosso objetivo inicial: a instalação da CPI da telefonia móvel! Que será o começo de uma longa caminhada.

Cada Comissão Parlamentar de Inquérito têm duração de 4 meses, neste período haveremos de investigar, acusar os responsáveis, para finalmente alcançar nosso objetivo de BAIXAR AS TARIFAS DE CELULAR, para que cada brasileiro que investiu na compra de um aparelho celular, possa usá-lo pagando apenas o que for justo e deixando pra traz as tarifas caras e abusivas que pagamos hoje. Este marco irá mudar a história da telecomunicação neste país.

O celular é uma necessidade, quanta facilidade nos permite. Saber onde o filho está, encurtar distâncias entre pessoas amadas que moram longe, até mesmo salvar vidas em casos de emergências. Não é justo que estas grandes empresas explorem a renda dos brasileiros para oferecer um serviço básico, necessário, reconhecido até mesmo pela ONU como essencial , e em troca levem esta renda pra fora do país, tirando nosso dinheiro de circulação sem investir se quer em melhorias deste serviço. Basta cumprir as leis, quando a privatização da telefonia foi instituída no Brasil o acordo foi bem diferente do que está sendo cumprido atualmente.

Esta reportagem abaixo foi feita há 14 anos, veja o que as empresas vencedoras do leilão se comprometeram a realizar na época, começando pelas promessas de investimento nos serviços e baixa de valores.

A privatização já aconteceu em clima de tumulto, os brasileiros civis e trabalhadores  eram contra, mas as empresas controladoras discutiam no mercado quem iria fazer maiores investimentos enquanto as ações da Telebrás subiam e valorizavam.